A Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 900 mil em espécie com o deputado estadual pelo Tocantins Nilton Franco (Republicanos) durante uma ação em uma agência bancária de Palmas. O parlamentar confirmou ser o dono do montante e afirmou que os valores têm origem lícita.
Segundo a PF, o deputado foi conduzido à Superintendência para prestar esclarecimentos. O dinheiro foi apreendido na segunda-feira (27). A polícia apura a origem dos valores e a possível destinação. Um inquérito policial foi instaurado para investigar e esclarecer os fatos.
Deputado alega venda de gado e empréstimo
O deputado informou à reportagem que é pecuarista e os valores têm origem da venda e em negócios com gado. "Assim que for liberado, o valor será pago. O ônus da prova cabe a quem está levantando a suspeita. Se a PF entende que o dinheiro não tem origem ou que teria outra finalidade, cabe a ela provar. A origem do dinheiro está lá. Parte é oriunda de financiamento e a outra parte vem da venda de gado. As notas fiscais das vendas estão lá. Os R$ 900 mil eram para o pagamento do gado que eu comprei", afirmou o deputado.
Nota da defesa
Segundo a defesa de Nilton Franco, o dinheiro é proveniente de vendas de gado e de um empréstimo bancário destinado ao custeio agropecuário. A defesa emitiu nota na íntegra: "Para surpresa do dep. Nilton Franco, o mesmo foi abordado pela Polícia Federal após fazer um saque em sua conta bancária pessoal, de recurso de origem lícita, declarada e comprovada. O dinheiro tem origem em vendas de gado e empréstimo bancário para custeio agropecuário e o recurso seria usado no pagamento de obrigações contraídas também em relação à pecuária. Tudo está documentado e será devidamente demonstrado."
Contexto do deputado
Nilton Franco, atualmente no União Brasil, está no terceiro mandato como deputado estadual do Tocantins. A apreensão ocorreu em uma agência bancária de Palmas, capital do estado. A Polícia Federal informou que a investigação em andamento busca esclarecer a origem e destinação do valor.
O caso gerou repercussão política no estado, com questionamentos sobre a transparência de recursos públicos e a atuação de parlamentares. A PF segue com as investigações para confirmar a legalidade do montante apreendido.



