Fiesp critica tarifaço e diz que governo poderia ter evitado crise
Fiesp critica tarifaço e diz que governo poderia ter evitado

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou duramente a postura do governo federal diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Em nota, a entidade afirmou que a medida protecionista norte-americana 'se soma ao custo Brasil' e que 'poderia ter sido evitada' por meio de uma atuação diplomática mais efetiva.

Crítica à postura do governo

Para a Fiesp, o governo brasileiro falhou ao não antecipar a escalada tarifária e ao não construir pontes com a administração Trump. A entidade ressalta que o Brasil já enfrenta um elevado custo de produção, e que a nova tarifa sobre produtos brasileiros agrava ainda mais a competitividade da indústria nacional.

Enquanto isso, o JPMorgan avalia que o impacto econômico do tarifaço é limitado, mas que o efeito político é mais relevante. 'A medida pode gerar retaliações e um ambiente de negócios mais incerto', afirma o banco em relatório.

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Impacto limitado na economia, mas efeito político forte

O JPMorgan destaca que, apesar da retórica agressiva, as tarifas anunciadas pelos EUA têm alcance econômico restrito. No entanto, o banco ressalta que o clima de tensão comercial pode afetar investimentos e a confiança empresarial.

A Fiesp também alerta que o tarifaço ocorre em um momento de fragilidade fiscal e tributária no Brasil, com a reforma tributária ainda em andamento. 'O governo precisa agir com mais firmeza na defesa dos interesses nacionais', completa a entidade.

Reações políticas

No campo político, o tarifaço gerou críticas de diferentes espectros. O senador Flávio Bolsonaro e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, atacaram o presidente Lula, que por sua vez culpou a família Bolsonaro pela ação dos EUA. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, participou de convenção do PSD em um gesto de aproximação com Gilberto Kassab, mas evitou encontrar-se com Caiado.

Enquanto isso, o governador de Santa Catarina foi alvo de representação na Procuradoria-Geral da República após xingar indígenas durante um evento público.

Cenário internacional

No Oriente Médio, o Irã ameaçou fechar mais rotas marítimas, elevando a tensão sobre o Estreito de Ormuz. Israel intensificou ataques em Gaza, deixando mais cinco mortos, segundo autoridades de saúde locais. Nos EUA, o Pentágono anunciou que fará exames de testosterona em militares homens acima de 30 anos.

O mercado financeiro reagiu com cautela. As ações europeias avançaram, enquanto o Ibovespa perdeu fôlego. A Copel caiu 3% após elevar a meta de alavancagem, e a Movida dobrou o lucro líquido no segundo trimestre de 2026.

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