As convenções partidárias no Brasil começaram nesta segunda-feira (20) com um cenário de indefinições em estados-chave como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco. A falta de definição sobre os candidatos a vice-governador nas chapas de Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo), além de alianças incompletas, marca o início do período que se estende até 5 de agosto.
Vices de Flávio e Zema ainda sem nome
No Rio de Janeiro, o governador Flávio Bolsonaro busca um vice que possa agregar apoio político, mas até o momento nenhum nome foi oficializado. Em Minas Gerais, Romeu Zema também enfrenta dificuldades para definir seu companheiro de chapa, enquanto partidos como União Brasil, Progressistas e Republicanos ainda não decidiram se apoiarão Flávio ou adotarão neutralidade.
Chapas incompletas e Centrão indeciso
Em Pernambuco, a situação é semelhante: as coligações ainda estão em negociação, e o Centrão, composto por partidos de centro-direita, permanece dividido sobre qual candidatura apoiar. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a indefinição pode comprometer o prazo final para registro de candidaturas, que encerra em 15 de agosto.
Impacto nas eleições estaduais
As incertezas nas convenções refletem a fragmentação política e a dificuldade de construir alianças sólidas. Especialistas apontam que a falta de definição sobre os vices pode enfraquecer as campanhas, especialmente em estados onde a disputa é acirrada. "A escolha do vice é crucial para equilibrar a chapa e atrair eleitores", afirmou o cientista político Carlos Melo.



