A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), declarou nesta quarta-feira (17) que não pode garantir a candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado, mas afirmou que 'vai trabalhar' para que a ex-primeira-dama dispute o cargo. A declaração ocorre em meio a tensões internas no PL, onde Michelle e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrentam resistência de setores do partido.
Apoio a Flávio Bolsonaro e embate com Michelle
Celina Leão também manifestou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, que vive um embate político com a ex-primeira-dama. Michelle lidera as pesquisas de intenção de voto para o Senado pelo DF, mas Flávio é o nome preferido de parte da cúpula do PL. 'Apoio os dois, mas a decisão final é do partido', disse a governadora.
Desistência de Ibaneis Rocha
A governadora comentou a desistência do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) de concorrer ao Senado, classificando-a como uma 'decisão de foro íntimo'. Ibaneis, que era cotado para a vaga, optou por não disputar o cargo, abrindo caminho para Michelle. 'Respeito a decisão dele, mas é uma perda para o DF', afirmou Celina.
Pesquisas e cenário político
Segundo pesquisa divulgada nesta semana, Michelle Bolsonaro lidera a corrida ao Senado com 32% das intenções de voto, seguida pelo atual senador Izalci Lucas (PSDB) com 18%. A governadora destacou a importância da participação feminina na política: 'Precisamos de mais mulheres no Senado, e Michelle representa essa renovação'.
Disputas internas no PL
O cenário político no DF é marcado por disputas internas no PL, que tenta unificar o apoio em torno de um nome para o Senado. Enquanto Michelle tem o apoio de Celina e de parte do eleitorado, Flávio Bolsonaro articula com lideranças nacionais para consolidar sua candidatura presidencial. 'Vou trabalhar para que Michelle seja candidata, mas sei que há desafios', concluiu a governadora.



