A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, nesta quarta-feira (8), um projeto de lei que institui a Medalha Lô Borges, honraria destinada a reconhecer pessoas e grupos que se destaquem na criação, produção, difusão e preservação da música popular no estado. O texto, de autoria da deputada Lohanna (PV), foi aprovado por unanimidade, com 42 votos favoráveis.
Detalhes da honraria
Pela proposta, a medalha será entregue anualmente pelo governador em solenidade oficial. A seleção dos homenageados deve considerar critérios como relevância artística e garantir a valorização da diversidade regional, de gênero, racial e geracional. A honraria será concedida em seis categorias: criação e composição musical; interpretação e performance; produção musical e fonográfica; inovação e experimentação sonora; trajetória e contribuição cultural; e difusão, formação e educação musical.
Declarações e próximos passos
Segundo a deputada Lohanna, a medalha não apenas homenageia Lô Borges, mas também fortalece novos artistas mineiros. "O Clube da Esquina, a família Borges, Milton Nascimento, todos aqueles que do bairro Santa Tereza projetaram Minas Gerais para o Brasil e para o mundo estão oficialmente reconhecidos e homenageados por essa Casa hoje, com a votação da Medalha Lô Borges", afirmou a parlamentar. O texto segue agora para análise do governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD).
Legado de Lô Borges
Nascido em Belo Horizonte, Lô Borges foi um dos nomes mais importantes da música brasileira. Fundador do Clube da Esquina, movimento musical que em 1972 deu nome ao disco considerado, mais de 50 anos depois, o maior álbum brasileiro de todos os tempos. O disco também foi eleito o nono melhor do mundo pela revista norte-americana Paste Magazine. Lô Borges coleciona sucessos atemporais como "Um girassol da cor do seu cabelo", "O trem azul" e "Paisagem da Janela". O artista morreu em 3 de novembro de 2025, aos 73 anos, em Belo Horizonte, em decorrência de falência múltipla de órgãos.



