Comandante da PM do PR promove candidato de Ratinho Jr. nas redes
Comandante da PM do PR promove aliado de Ratinho Jr.

O comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Péricles de Matos, publicou em suas redes sociais um vídeo de apoio ao candidato a deputado estadual João Carlos (PL), que conta com o apoio do governador Ratinho Júnior (PSD). A postagem gerou polêmica por envolver um alto oficial da corporação em campanha política.

Vídeo viraliza e gera críticas

No vídeo, o coronel aparece ao lado do candidato e afirma: "Conheço o João Carlos há muitos anos. É um homem de bem, que vai defender a segurança pública e a nossa polícia." A publicação foi feita no perfil pessoal do comandante, mas a associação com o cargo gerou questionamentos sobre a imparcialidade da PM.

Especialistas em direito eleitoral apontam que, embora militares possam se manifestar politicamente em âmbito privado, a conduta de um comandante-geral pode ser interpretada como uso da máquina pública em favor de um candidato. O Ministério Público Eleitoral do Paraná informou que analisará o caso.

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Reação da oposição

O deputado estadual Requião Filho (PT) criticou a postagem: "É inaceitável que o comandante da PM use seu cargo para fazer campanha. Isso fere o princípio da impessoalidade e compromete a confiança da população na corporação."

A assessoria do governador Ratinho Júnior disse que "o comandante agiu como cidadão, em seu perfil pessoal", e que não há irregularidade. Já o candidato João Carlos agradeceu o apoio e afirmou que "a PM precisa de representantes que a defendam".

Antecedentes e impacto

Esta não é a primeira vez que militares são acusados de uso político no Paraná. Em 2024, um vídeo de policiais militares fazendo campanha para um prefeito também gerou investigação. O caso atual, no entanto, envolve o comandante-geral, o que eleva a gravidade.

A Associação dos Oficiais da PM do Paraná (AOPM) emitiu nota afirmando que "cada militar tem o direito de exercer sua cidadania, mas deve evitar condutas que possam comprometer a imagem da instituição". A nota pede que o comando reforce a orientação sobre limites da participação política.

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