Estatais elevam riscos fiscais da União, aponta IFI
Estatais elevam riscos fiscais da União, diz IFI

Estatais federais ampliam riscos fiscais, alerta IFI

As empresas estatais federais estão elevando os riscos fiscais da União, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira pela Instituição Fiscal Independente (IFI). O documento aponta que a dívida bruta dessas empresas chegou a R$ 700 bilhões em 2025, um aumento de 12% em relação ao ano anterior, e que o Tesouro Nacional pode ser chamado a fazer aportes adicionais para cobrir déficits operacionais.

Dívida cresce e pressiona contas públicas

De acordo com o IFI, o endividamento das estatais não financeiras alcançou R$ 700 bilhões, equivalente a 6,5% do PIB. O relatório destaca que, apesar de algumas empresas terem melhorado sua eficiência, o conjunto das estatais ainda apresenta fragilidades, especialmente nos setores de energia e logística. “A situação fiscal das estatais requer monitoramento constante, pois eventuais problemas podem se transferir para o setor público consolidado”, afirmou o diretor do IFI, Felipe Salto.

Necessidade de aportes do Tesouro

A IFI estima que, sem ajustes, as estatais podem demandar aportes do Tesouro de até R$ 30 bilhões nos próximos dois anos. O relatório cita a Petrobras e a Eletrobras como exemplos de empresas que, embora tenham reduzido dívidas, ainda enfrentam desafios de governança e investimentos. “O risco fiscal não é iminente, mas a trajetória preocupa, especialmente em um cenário de juros altos e crescimento econômico moderado”, acrescentou Salto.

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Impacto no arcabouço fiscal

O documento alerta que o aumento dos riscos fiscais das estatais pode comprometer o cumprimento das metas do novo arcabouço fiscal, que prevê déficit zero em 2026. O IFI recomenda que o governo adote medidas de transparência e controle, como a publicação trimestral de relatórios de risco fiscal das estatais. “Sem maior disciplina, o risco de contágio para as contas públicas é real”, conclui o relatório.

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