Ata do Copom: BC vê custo elevado para levar inflação à meta em 2027
Ata do Copom: BC vê custo elevado para inflação em 2027

O Banco Central divulgou nesta terça-feira a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na qual manteve a Selic em 14,25% ao ano. O documento indica que o custo para levar a inflação à meta já em 2027 seria elevado, com impacto sobre a atividade econômica.

Cenário inflacionário desafiador

O Copom destaca que, embora a meta de inflação seja perseguida, o horizonte relevante para a política monetária permanece em 2026. Levar a inflação para o centro da meta já em 2027 exigiria um aperto adicional que poderia comprometer o crescimento. A ata ressalta que as expectativas de inflação seguem acima da meta, e a incerteza sobre o cenário fiscal e externo continua elevada.

O comitê avalia que a política monetária contracionista já está em curso, mas seus efeitos plenos ainda não foram observados. A comunicação do BC reforça que a dosagem do aperto dependerá da evolução das expectativas e da atividade.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Impacto nos mercados

A ata do Copom foi recebida com cautela pelos investidores. O Ibovespa Futuro opera em queda, refletindo a aversão global a risco e a sinalização de juros altos por mais tempo. O dólar comercial também apresenta volatilidade. Analistas destacam que o BC mantém tom hawkish, mas reconhece os limites do aperto monetário.

“A ata confirma que o BC está disposto a manter a Selic elevada, mas não a qualquer custo”, afirma um economista consultado. A expectativa é que a inflação convirja para a meta apenas no final de 2027 ou início de 2028.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar