Receita reduz autuações mas mantém valor de R$ 221 bi
Receita reduz autuações e mantém valor de R$ 221 bi

A Receita Federal reduziu o número de autuações fiscais em 2025, mas conseguiu manter o valor total cobrado em R$ 221 bilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (24). O montante é praticamente o mesmo do ano anterior, quando foram autuados R$ 222 bilhões.

Eficiência na fiscalização

De acordo com o subsecretário de Fiscalização, João Paulo Silva, a estratégia foi focar em contribuintes de maior porte e em operações mais complexas. "Conseguimos reduzir a quantidade de autuações em 15%, mas o valor médio por autuação cresceu 18%, o que mostra que estamos sendo mais eficientes na seleção dos casos", afirmou.

O número total de autuações caiu de 1,2 milhão em 2024 para 1,02 milhão em 2025. A redução foi possível graças ao uso de inteligência artificial e cruzamento de dados, que permitiram identificar com mais precisão os casos de sonegação fiscal.

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Setores mais autuados

Os setores que mais contribuíram para o valor total foram o financeiro, com R$ 45 bilhões, seguido pelo varejo, com R$ 38 bilhões, e pela indústria, com R$ 32 bilhões. Juntos, esses três setores representam 52% do total autuado.

A Receita também destacou o aumento das autuações relacionadas a operações internacionais e preços de transferência, que somaram R$ 28 bilhões, um crescimento de 22% em relação a 2024.

Impacto na arrecadação

O valor efetivamente arrecadado com as autuações, no entanto, é menor. Em 2025, a Receita conseguiu recuperar R$ 68 bilhões, contra R$ 65 bilhões no ano anterior. A diferença se deve a parcelamentos e acordos firmados com os contribuintes.

"Nosso foco não é apenas autuar, mas garantir que o tributo seja pago. Por isso, temos ampliado as negociações e os parcelamentos, o que aumenta a efetividade da cobrança", explicou o subsecretário.

Perspectivas para 2026

Para 2026, a Receita pretende manter a estratégia de uso de tecnologia e análise de dados, com meta de aumentar a arrecadação em 10% sem elevar o número de autuações. A expectativa é que o valor cobrado alcance R$ 243 bilhões.

O órgão também planeja ampliar o programa de conformidade cooperativa, que já conta com 300 grandes empresas, para incluir médias empresas e reduzir litígios fiscais.

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