O governo federal anunciou nesta quarta-feira o fim do subsídio de R$ 0,35 por litro de diesel, medida que estava em vigor desde o início do ano. A decisão faz parte de um pacote de ajuste fiscal que pode incluir a reversão de outros benefícios tributários.
Impacto nos preços dos combustíveis
Com o fim do subsídio, o diesel deve sofrer reajuste nas bombas já nos próximos dias. O valor exato dependerá da política de preços da Petrobras e da margem dos revendedores. Especialistas estimam alta entre 3% e 5% no curto prazo.
Novas reversões em avaliação
De acordo com fontes do Ministério da Fazenda, o governo estuda eliminar ou reduzir outros subsídios federais, como os incidentes sobre o gás de cozinha e o etanol. A meta é economizar cerca de R$ 12 bilhões por ano para ajudar no cumprimento do arcabouço fiscal.
O anúncio ocorre em meio a pressões do mercado para que o governo acelere o ajuste das contas públicas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que “o subsídio ao diesel não se justifica mais diante da queda do preço internacional do petróleo”.
Reações do setor produtivo
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) criticou a medida, argumentando que o diesel é insumo essencial para o agronegócio. Já a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCAM) ameaçou paralisação caso o aumento seja repassado integralmente ao frete.
O governo, por sua vez, prometeu criar um programa de compensação para transportadores autônomos de baixa renda, nos moldes do antigo “Frete Mais”. Os detalhes devem ser divulgados nas próximas semanas.



