TSE revela histórico de 30 anos e 4 empresas na fabricação das urnas eletrônicas
TSE revela histórico de 30 anos na fabricação das urnas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou um levantamento detalhado sobre a fabricação das urnas eletrônicas brasileiras, revelando que quatro empresas foram responsáveis pela produção de 1.487.115 unidades em 14 modelos diferentes ao longo de 30 anos. A iniciativa ocorre após uma nova ofensiva de desinformação contra o sistema eleitoral, liderada por declarações falsas do deputado federal Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que foram prontamente desmentidas pela Corte.

Histórico da produção das urnas

De acordo com o TSE, o projeto das urnas eletrônicas é de autoria exclusiva do tribunal, que estabelece especificações técnicas rigorosas para garantir a segurança e a confiabilidade do processo de votação. As empresas fabricantes foram selecionadas por meio de licitação pública, assegurando transparência e competitividade. Os 14 modelos produzidos desde 1996 incluem desde as primeiras urnas modelo UE96 até as mais recentes UE2022, incorporando avanços tecnológicos e de segurança ao longo do tempo.

Entre as empresas que participaram da fabricação, destacam-se a Diebold, a Positivo, a Microcity e a Unisys. Cada uma contribuiu em diferentes períodos, com contratos que somaram milhões de reais. O TSE enfatizou que todo o processo é auditável e que as urnas passam por testes rigorosos antes de serem utilizadas em eleições.

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Resposta às fake news

A divulgação do histórico ocorre em meio a uma campanha de desinformação que questiona a integridade das urnas eletrônicas. Recentemente, Flávio Bolsonaro afirmou, sem provas, que as urnas seriam vulneráveis a fraudes. O TSE rebateu as alegações, classificando-as como falsas e reiterando que o sistema eletrônico de votação é seguro e auditado por diversas entidades, inclusive por partidos políticos e pela Polícia Federal. "O TSE não apenas divulga os dados de fabricação, mas também mantém um sistema de transparência que permite o acompanhamento de todo o ciclo de vida das urnas", afirmou a Corte em nota oficial.

O tribunal também lembrou que, em 30 anos de uso, nunca foi comprovada qualquer fraude nas urnas eletrônicas. As declarações de Flávio Bolsonaro foram consideradas parte de uma estratégia para desacreditar o processo eleitoral, especialmente após as eleições de 2022.

Impacto e próximos passos

Com mais de 1,4 milhão de urnas fabricadas, o Brasil possui um dos sistemas de votação mais modernos do mundo. O TSE planeja atualizar o parque tecnológico gradativamente, com a aquisição de novas urnas para substituir modelos antigos. O levantamento completo está disponível no site do tribunal, permitindo que qualquer cidadão consulte dados como número de série, modelo e ano de fabricação de cada urna.

A ofensiva de desinformação, no entanto, preocupa autoridades, que reforçam a necessidade de combater fake news para preservar a democracia. "A verdade dos fatos está documentada. Quem espalha mentiras sobre as urnas ataca a confiança no sistema eleitoral", concluiu o TSE.

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