As tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros, anunciadas pelo governo dos Estados Unidos como resultado da investigação conduzida com base na Seção 301 sobre práticas comerciais brasileiras, entram em vigor em 22 de julho. A medida já impacta o cenário político nacional, com pré-candidatos explorando o chamado 'tarifaço' e tentando colar no adversário a imagem de alinhamento com o presidente americano Donald Trump.
Pré-campanhas usam tarifas como arma eleitoral
Nos bastidores das pré-campanhas, o tema das tarifas tornou-se central. Aliados de um dos pré-candidatos passaram a chamá-lo de 'Biden brasileiro', em referência ao presidente dos EUA, Joe Biden, como forma de contrastar com a postura protecionista de Trump. A estratégia busca associar o oponente a Trump e suas políticas tarifárias, vistas como prejudiciais ao Brasil.
Por outro lado, o pré-candidato alvo da pecha de 'Biden brasileiro' tenta se desvincular da imagem de alinhamento automático com os EUA, defendendo uma postura negociadora. Em discursos, ele critica o 'tarifaço' de Trump, mas evita ataques diretos ao republicano, preferindo focar na defesa da soberania nacional.
Impacto das tarifas na economia brasileira
As tarifas de 25% atingirão setores como siderurgia, alumínio e produtos químicos, que juntos representam cerca de US$ 3 bilhões em exportações anuais para os EUA. Segundo analistas, a medida pode reduzir as vendas brasileiras em até 15% no curto prazo, afetando empregos e investimentos.
O governo brasileiro já anunciou que recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) e estuda retaliações. A decisão de Trump foi baseada em alegações de que o Brasil não cumpre acordos de propriedade intelectual e impõe barreiras a produtos americanos.
Reações políticas e próximos passos
Líderes partidários criticaram a medida, mas divergem sobre a resposta. Enquanto a oposição pede uma postura firme contra Trump, a base governista defende negociação. O pré-candidato apelidado de 'Biden brasileiro' propõe uma comissão bipartidária para acompanhar o caso, enquanto seu rival intensifica críticas, afirmando que o governo atual é 'submisso' aos EUA.
Com a entrada em vigor das tarifas em 22 de julho, o tema promete dominar o debate eleitoral nas próximas semanas, com cada lado tentando capitalizar politicamente a crise comercial.



