Presidente húngaro Tamás Sulyok renuncia após emenda constitucional
Presidente húngaro renuncia após emenda constitucional

O presidente da Hungria, Tamás Sulyok, aliado do ex-primeiro-ministro Viktor Orbán, concordou em sancionar uma emenda constitucional que encerra seu mandato, após aprovação do parlamento húngaro. A medida, parte de um esforço do atual primeiro-ministro Péter Magyar para limitar o controle de Orbán e seus aliados, gerou intensa tensão política e deu a Sulyok cinco dias para sancionar a reforma, sob pena de impeachment.

Contexto da crise política

A emenda constitucional foi aprovada pelo parlamento húngaro em uma sessão tensa, com votos da maioria governista. A reforma visa evitar a perpetuação de líderes no poder e foi interpretada como um movimento direto contra a influência de Viktor Orbán, que governou o país por mais de uma década. Sulyok, que assumiu a presidência em 2024 como aliado de Orbán, viu-se no centro de um impasse que culminou em sua saída.

Detalhes da emenda e reações

De acordo com fontes oficiais, a emenda estabelece novos limites para mandatos presidenciais e impede que aliados de ex-líderes ocupem o cargo por mais de um mandato consecutivo. “Esta é uma vitória para a democracia húngara”, declarou o primeiro-ministro Péter Magyar em pronunciamento. A oposição, no entanto, criticou a rapidez do processo, afirmando que a medida foi aprovada sem amplo debate público.

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Impactos e próximos passos

Com a sanção de Sulyok, a presidência húngara passa por uma transição inédita. O parlamento deverá eleger um novo presidente nos próximos 30 dias. Analistas políticos apontam que a saída de Sulyok enfraquece a ala de Orbán, mas não encerra a polarização no país. A emenda também pode servir de precedente para outros países da região que enfrentam desafios semelhantes de concentração de poder.

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