O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (17) que só comentará sobre o novo tarifaço depois que o presidente norte-americano Donald Trump se manifestar. A declaração foi dada durante visita de Lula à Carreta da Saúde da Mulher, no Rio de Janeiro, onde participa de agenda na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) voltada à ampliação do acesso a serviços de saúde para mulheres.
Visita à Fiocruz e agenda de saúde
Lula esteve na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Fiocruz para acompanhar o implante de anticoncepcionais em mulheres atendidas pelo programa. A ação faz parte de uma série de iniciativas do governo federal para ampliar o acesso a métodos contraceptivos e cuidados com a saúde feminina.
Durante o evento, o presidente foi questionado por jornalistas sobre a possibilidade de novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos sob a administração Trump. Lula respondeu que aguardará uma manifestação oficial do presidente americano antes de tecer qualquer comentário.
Relações comerciais e tarifaço
O chamado "tarifaço" refere-se a ameaças de Trump de impor tarifas elevadas sobre produtos importados, o que pode afetar as exportações brasileiras. Lula, no entanto, preferiu não antecipar reações, indicando que o governo brasileiro avaliará a situação após o pronunciamento de Trump.
"Só vou comentar depois que o presidente Trump se manifestar. Não adianta ficar especulando", afirmou Lula, segundo relato de assessoria. A declaração ocorre em meio a tensões comerciais globais e expectativas sobre o posicionamento do governo brasileiro.
Programa de saúde da mulher
A Carreta da Saúde da Mulher é uma unidade móvel que oferece serviços como exames preventivos, consultas e distribuição de anticoncepcionais. A iniciativa faz parte do programa "Saúde da Mulher" do Ministério da Saúde, que visa reduzir a mortalidade materna e ampliar o acesso a métodos contraceptivos no país.
Lula destacou a importância do programa para a saúde pública e reforçou o compromisso do governo com a ampliação de serviços básicos. "Estamos garantindo que as mulheres tenham acesso a cuidados essenciais, perto de suas casas", disse o presidente.



