Lula diz que EUA não mostraram reciprocidade em negociações sobre tarifas
Lula: EUA não mostraram reciprocidade em negociações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (22) que o Brasil não encontrou reciprocidade nos diálogos que teve com os Estados Unidos para tratar das tarifas e que o país não vai deixar de tentar negociar com o governo norte-americano. "Ninguém vai ganhar do Brasil mentindo. Nós estamos na mesa de negociação, fui aos EUA, ficamos 3 horas discutindo negociação, a gente nunca encontrou reciprocidade na conversa. A gente não vai sair da mesa de negociação. Eles que digam que não vão negociar, porque estaremos lá", declarou Lula.

Tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

Na semana passada, o governo de Donald Trump confirmou a aplicação de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida foi anunciada após uma investigação do governo Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA. Entre os exemplos citados estão o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais.

Lula: "Não vamos ficar chorando"

O presidente afirmou ainda que durante as negociações não tem "veto" e que não vai ficar "chorando" produtos que o Brasil não vende para os Estados Unidos. "E vamos ficar na mesa de negociação. Se quiserem participar, participem. Se quiserem mandar email, tweet, que mandem, nós vamos estar na mesa de negociação para tudo. Não tem veto de negociação. Não vamos ficar chorando produtos que a gente não vendeu para eles, porque nós vamos procurar outros compradores", disse.

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Medidas de socorro às empresas

A fala foi durante cerimônia no Palácio do Planalto para sancionar e anunciar medidas de socorro a empresas afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. O governo anunciou a liberação de R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas adicionais de 25% aplicadas a produtos brasileiros vendidos no mercado americano e também aquelas impactadas pela guerra no Oriente Médio.

O financiamento será destinado às empresas que: são afetadas por tarifas comerciais dos EUA, como setores de aço, alumínio, automotivo, madeira, máquinas, entre outros; são de setores industriais estratégicos, por exemplo: fertilizantes, farmacêutico, têxtil, minerais críticos, entre outros; setores que tiveram exportações para o Golfo Pérsico afetados.

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