O Itamaraty emitiu uma nota oficial nesta segunda-feira defendendo o uso de residências oficiais para receber convidados, desde que não haja custos para o Estado. A declaração ocorre após críticas geradas por um vídeo do humorista Fábio Porchat, gravado na embaixada brasileira em Roma, em dezembro do ano passado.
No vídeo, publicado nas redes sociais, Porchat aparece em um ambiente que seria a residência oficial do embaixador. A gravação despertou questionamentos sobre a legalidade e a ética do uso do espaço público para fins pessoais ou de entretenimento.
Posição do Itamaraty
Em resposta ao deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), que havia solicitado esclarecimentos, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que as residências oficiais têm dupla função: pública e privada. Ou seja, servem tanto para recepções diplomáticas quanto para a moradia do embaixador e sua família.
O órgão destacou que a presença de convidados é permitida, desde que não acarrete despesas extras ao erário. Não houve, segundo o Itamaraty, registro de custos indevidos relacionados à visita de Porchat.
Monitoramento de despesas
A nota informa ainda que todas as despesas das representações diplomáticas são monitoradas pelo Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI). Qualquer gasto fora do padrão seria detectado e investigado.
O caso reacende o debate sobre os limites entre o uso público e privado dos bens do Estado, especialmente em missões diplomáticas. A oposição, no entanto, criticou a falta de transparência e pediu a divulgação de eventuais custos.
Até o momento, Fábio Porchat não se manifestou publicamente sobre a polêmica. O vídeo original permanece disponível em suas redes sociais.



