Governador interino do Rio quer cortar R$ 5 bi e reduzir secretarias
Interino do Rio mira corte de R$ 5 bi e fusão de secretarias

O desembargador Ricardo Couto, governador em exercício do Rio de Janeiro, afirmou que pretende cortar ao menos R$ 5 bilhões em despesas estaduais durante os aproximadamente 60 dias que estima permanecer no cargo. Ele também planeja reduzir o número de secretarias de 35 para 23 e defender a criação de uma Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) própria para o estado.

Plano de corte de gastos

Couto assumiu o governo em março, após a renúncia de Cláudio Castro. Em entrevista, o governador interino destacou que sua gestão será focada na despolitização e no controle rigoroso dos gastos públicos. As medidas incluem renegociação de dívidas, eliminação de servidores fantasmas e revisão de contratos. A meta de reduzir R$ 5 bilhões em despesas representa cerca de 5% do orçamento estadual.

Redução do número de secretarias

Outra proposta é a fusão de secretarias, passando das atuais 35 para 23. A medida visa enxugar a máquina pública e reduzir custos com cargos comissionados. Segundo Couto, a reorganização administrativa será feita sem prejudicar serviços essenciais.

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Lei de Responsabilidade Fiscal própria

O governador interino também defende a criação de uma LRF estadual, nos moldes da lei federal, mas adaptada à realidade fluminense. A proposta busca impor limites mais rígidos para gastos com pessoal e endividamento, além de mecanismos de transparência e controle.

"Precisamos de uma lei que nos obrigue a gastar dentro do que arrecadamos, sem depender de manobras contábeis", afirmou Couto. A iniciativa, no entanto, depende de aprovação da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Contexto político e econômico

O Rio de Janeiro enfrenta grave crise fiscal, com dívida de mais de R$ 160 bilhões e dificuldades para pagar salários e fornecedores. A gestão de Couto é temporária, até que novas eleições sejam realizadas ou um novo governador seja escolhido. Ele reiterou que não será candidato e que seu foco é "arrumar a casa" para o próximo mandatário.

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