Governo brasileiro reúne-se para definir resposta a tarifas de 25% dos EUA
Governo reúne-se para resposta a tarifas de 25% dos EUA

Nesta terça-feira, o governo brasileiro realiza uma reunião de emergência para definir a resposta à proposta dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. Participam do encontro o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Márcio Elias (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), além de representantes do Itamaraty. O chanceler Mauro Vieira não participa por estar em viagem ao exterior.

Contexto da investigação

A reunião ocorre horas após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluir a investigação comercial contra o Brasil, com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana. O relatório recomenda a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com exceções para uma série de itens. O documento alega que políticas e práticas brasileiras seriam 'irrazoáveis' e prejudicariam empresas dos EUA, citando o Pix, comércio digital, propriedade intelectual, etanol, combate ao desmatamento e corrupção.

Reação do governo

Nos bastidores, integrantes do governo consideraram a proposta sem fundamento técnico consistente e classificaram como 'absurda' a inclusão de alguns argumentos. Ao mesmo tempo, auxiliares do presidente Lula avaliam que o resultado poderia ter sido mais severo, já que a tarifa sugerida ficou em 25% e o documento prevê ampla lista de exceções, além de mencionar a possibilidade de um acordo.

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Estratégia em análise

O encontro serve para alinhar a estratégia diante da nova escalada comercial. Entre as alternativas estão a manutenção das negociações com Washington, por meio do grupo de trabalho criado após a reunião entre Lula e Donald Trump em maio, e eventuais medidas de resposta com base na Lei da Reciprocidade Econômica. O parecer do USTR abre consulta pública antes da decisão final, com prazo até 15 de julho.

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