O governo brasileiro rechaçou a tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, alegando que a medida manipula um tema caro aos direitos humanos. A nova taxa, que entrou em vigor hoje, atinge 99,4% das importações do país, segundo dados oficiais.
Reação do governo
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que a tarifa é injustificada e viola acordos comerciais internacionais. “O Brasil não aceita que temas sensíveis como direitos humanos sejam usados como pretexto para barreiras comerciais”, disse o chanceler Mauro Vieira. A medida foi anunciada pelos EUA sob a justificativa de combater o trabalho forçado, mas o governo brasileiro nega as acusações.
Impacto econômico
A tarifa de 12,5% deve afetar setores como siderurgia, mineração e agricultura. A CSN Mineração, por exemplo, viu suas ações saltarem 40% em julho, mesmo com resultados fracos no 2º trimestre, mas analistas temem que a nova tarifa possa prejudicar a recuperação. O JPMorgan alertou que o alívio no fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira não vai durar.
Contexto político
A medida ocorre em ano eleitoral no Brasil, com o governo Lula buscando evitar um “all in” fiscal, segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron. Enquanto isso, aliados do PL classificam a articulação de Flávio Bolsonaro com o Centrão como ‘tragédia’. O governo rechaça qualquer risco de descontrole fiscal.



