Bolívia libera rodovias após sete semanas de protestos e estado de exceção
Bolívia libera rodovias após sete semanas de protestos

A Bolívia restabeleceu a circulação em todas as suas rodovias principais após sete semanas de bloqueios e protestos contra o governo do presidente Rodrigo Paz. A medida foi possível graças à decretação de um estado de exceção que mobilizou forças policiais e militares para desobstruir as estradas. Os Estados Unidos e outros 15 países manifestaram apoio ao governo boliviano diante do que consideram ameaças à ordem constitucional.

Contexto dos protestos

Os bloqueios começaram há mais de um mês, liderados por sindicatos e grupos indígenas que protestam contra políticas econômicas e sociais do governo. As manifestações se intensificaram com acusações de que o narcotráfico estaria financiando parte dos protestos para desestabilizar o país. A crise afetou severamente o abastecimento de alimentos e combustíveis em cidades como La Paz, gerando escassez e aumento de preços.

Estado de exceção e desobstrução

No dia 20 de junho de 2026, o presidente Rodrigo Paz declarou estado de emergência, autorizando o uso das Forças Armadas e da polícia para restabelecer a ordem. Em operações nos departamentos de La Paz, Oruro e Cochabamba, as forças de segurança removeram barricadas e prenderam líderes dos protestos. Segundo o governo, a ação foi necessária para garantir o direito de ir e vir e o abastecimento da população.

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Apoio internacional

Os Estados Unidos, por meio de nota oficial, expressaram “total apoio ao governo constitucional da Bolívia” e condenaram “as tentativas de desestabilização por grupos radicais”. Outros 15 países, incluindo Brasil, Argentina e Colômbia, também se solidarizaram com o governo de Rodrigo Paz. A Organização dos Estados Americanos (OEA) monitora a situação e pediu diálogo.

Impactos e próximos passos

Com as rodovias liberadas, o governo prevê a normalização do abastecimento nos próximos dias. No entanto, lideranças indígenas e sindicais prometem novas formas de protesto. O presidente Paz afirmou que o estado de exceção permanecerá até que a ordem esteja totalmente restaurada. A crise expõe as profundas divisões sociais e políticas na Bolívia, que enfrenta desafios econômicos e pressão externa.

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