TSE suspende divulgação de pesquisa que mostrava queda de Flávio Bolsonaro
TSE suspende pesquisa que mostrava queda de Flávio

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, atendeu a um pedido do Partido Liberal (PL) e determinou a suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral realizada pelo instituto AtlasIntel. O levantamento, divulgado em 19 de maio, apontava uma queda de seis pontos percentuais na intenção de voto no senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de outubro.

A pesquisa foi publicada após a revelação de um áudio em que Flávio Bolsonaro solicita dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse. Na decisão liminar, Nunes Marques considerou que há "suspeitas de indução ao eleitor" nas perguntas formuladas pelo instituto. O caso será submetido ao referendo do plenário do TSE.

Decisão do ministro

Em seu despacho, o ministro citou uma entrevista concedida pelo CEO da AtlasIntel à CNN no dia 19 de maio. Na ocasião, o executivo afirmou que o áudio de Flávio seria "muito problemático para a imagem" do pré-candidato e revelaria "fatos extremamente graves", capazes de comprometer "a viabilidade dele neste ciclo eleitoral e a permanência dele na corrida".

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Para Nunes Marques, o CEO da AtlasIntel "reconheceu o viés político do conteúdo submetido aos entrevistados e externou juízo valorativo acerca do potencial de desgaste eleitoral do pré-candidato mencionado na representação".

Determinação judicial

Como a pesquisa já havia sido divulgada, a decisão do presidente do TSE determina que o instituto se abstenha de promover nova divulgação, impulsionamento, republicação ou manutenção do levantamento em seus canais oficiais de comunicação, até que haja nova deliberação da Corte.

"Ante o exposto, defiro parcialmente o pedido liminar para determinar à representada que se abstenha de promover nova divulgação, impulsionamento, republicação ou manutenção da pesquisa registrada sob o n. BR-06939/2026 em seus canais oficiais de comunicação, até ulterior deliberação deste Tribunal Superior", concluiu o ministro.

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