TSE manda Meta preservar dados de rede que atacou Flávio Bolsonaro
TSE manda Meta preservar dados de rede contra Flávio

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta — empresa responsável por Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp — preserve os dados de uma rede de perfis que teriam atuado de forma coordenada contra o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão foi tomada na última sexta-feira, 24, conforme apurou o portal Poder 360.

Rede de perfis fantasmas

A rede sob investigação é alvo de uma representação protocolada pelo Partido Liberal (PL) no TSE no dia 17 de julho. A denúncia aponta a existência de uma estrutura de páginas fantasmas, impulsionadas com recursos de origem não identificada, para atacar Flávio Bolsonaro. Segundo levantamento do partido, mais de 50 páginas publicaram cerca de 4,6 mil anúncios pagos, que somaram perto de 250 milhões de visualizações.

O PL estima que o patrocínio irregular tenha movimentado aproximadamente R$ 3 milhões, incluindo pagamentos feitos com moedas estrangeiras. As páginas teriam datas de criação próximas, utilizam números de telefone com o mesmo DDD e sites hospedados na mesma plataforma. Após impulsionar o conteúdo, as contas seriam desativadas e substituídas por páginas semelhantes, dificultando o rastreamento.

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Medidas solicitadas

A representação pede o rastreamento do esquema financeiro e a quebra de sigilo para identificar patrocinadores, administradores e responsáveis pela estrutura técnica da rede. A advogada Maria Claudia Bucchianeri, ex-ministra do TSE e autora da representação, afirmou que a estrutura identificada é mais sofisticada do que os esquemas de "milícia digital" observados em 2022. "É um volume grande de pessoas que usa CPFs de terceiros, abre contas e obtém meios de pagamento para custear os anúncios na Meta", declarou Bucchianeri.

Reação política

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro e líder da oposição no Senado, classificou o esquema como uma tentativa de manipular o ambiente digital e comprometer a lisura do debate eleitoral. Ele pediu à Justiça Eleitoral que identifique os financiadores da rede. A decisão de Nunes Marques visa garantir que, enquanto as investigações prosseguem, a Meta mantenha os registros dos perfis suspeitos, evitando a destruição de provas.

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