Soberania brasileira ameaçada por facções criminosas internas, não pelos EUA
Soberania ameaçada por facções criminosas internas

O colunista Carlos Alberto Sardenberg, em artigo exclusivo para assinantes, rebate a narrativa de que a soberania brasileira estaria ameaçada por tarifas americanas ou supostas intervenções dos Estados Unidos. Para ele, a verdadeira fragilidade está dentro do país: nas áreas dominadas por facções criminosas no Rio de Janeiro e na Amazônia, onde o Estado perdeu o controle.

O problema não é externo

Sardenberg critica a noção de “tarifaço” como risco à independência nacional, destacando que o Brasil enfrenta desafios mais profundos. “A ameaça à soberania brasileira é uma questão brasileira, na qual o Estado falha em larga escala”, afirma o jornalista. Ele aponta que a população está mais preocupada com a segurança e a impunidade do que com barreiras comerciais impostas por Washington.

Facções criminosas e territórios perdidos

O artigo menciona a operação recente nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, como exemplo da luta do Estado para retomar áreas controladas pelo crime organizado. Nessas regiões, as facções impõem suas próprias regras, desafiando a autoridade federal e estadual. Situação semelhante ocorre na Amazônia, onde garimpeiros ilegais e madeireiros atuam com apoio de milícias, degradando o meio ambiente e desrespeitando a lei.

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Corrupção e infiltração institucional

O colunista ressalta que o crime organizado não age apenas nas ruas, mas também dentro das instituições. “A corrupção e a infiltração do crime nas instituições nacionais são os verdadeiros inimigos da soberania”, escreve. Ele argumenta que, enquanto o debate público se concentra em ameaças externas, o Brasil negligencia a erosão interna do poder estatal.

Pressões econômicas e prioridades

Apesar de reconhecer as pressões econômicas dos tarifaços americanos, Sardenberg defende que a prioridade deve ser o fortalecimento do controle estatal sobre o território. A população, segundo ele, clama por ações concretas contra a violência e a impunidade, que afetam diretamente o cotidiano e a confiança nas instituições.

Conclusão: um chamado à ação interna

O artigo conclui que a soberania brasileira só será plena quando o Estado conseguir impor sua lei em todo o território, combatendo a corrupção e desarticulando as organizações criminosas. Para Sardenberg, enquanto o foco estiver no exterior, o verdadeiro perigo continuará crescendo dentro de casa.

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