O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, afirmou que considera mais conveniente para o ex-governador Romeu Zema ser vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro ou até mesmo não disputar o Palácio do Planalto. A declaração ocorre em meio às dificuldades de Zema em emplacar nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República.
Pesquisas desfavoráveis
Simões, que assumiu o governo mineiro após Zema, tem enfrentado desafios nas pesquisas, aparecendo com apenas 4% das intenções de voto. A situação levou o atual chefe do Executivo estadual a repensar a estratégia para as eleições de 2026. Para ele, a candidatura própria de Zema poderia fragmentar o eleitorado de direita e beneficiar outros candidatos.
Alianças e tensões
O relacionamento com o bolsonarismo também tem gerado tensões. Enquanto Zema busca alternativas de parceria, como com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Simões defende que a união em torno de Flávio Bolsonaro seria mais eficaz. “Zema tem um perfil técnico e poderia agregar muito como vice, mas a disputa direta pode não ser o melhor caminho”, avaliou Simões.
- Zema aparece com baixa intenção de voto nas pesquisas nacionais.
- Simões sugere que Zema seja vice de Flávio Bolsonaro.
- Tensões internas no campo conservador complicam alianças.
A declaração de Simões reflete a dificuldade do grupo político em Minas Gerais de viabilizar uma candidatura presidencial competitiva. Enquanto isso, Zema não descarta outras alianças e mantém conversas com lideranças do centro-direita.



