Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial de 2026, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 28%. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.
Cenário do primeiro turno
Além dos dois líderes, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), marca 4%, e Renan Santos (Missão) aparece com 3%. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), tem 2%. Os demais pré-candidatos somam 1% cada: Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP). Edmilson Costa (PCB), Heró Bezerra (PRTB) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram. Eleitores indecisos somam 11%, e 8% declararam voto em branco, nulo ou que não vão votar.
Comparado ao levantamento de junho, Lula oscilou positivamente de 39% para 40%, enquanto Flávio Bolsonaro caiu de 29% para 28%. Caiado e Renan Santos tinham 3% cada no mês anterior. A pesquisa anterior incluía o deputado Aécio Neves (PSDB), que não aparece no novo levantamento.
Impacto de eventos recentes
Esta é a primeira pesquisa Quaest a captar os efeitos de dois acontecimentos políticos recentes: a operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT), aliado de Lula, no âmbito do caso Master; e o vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro expõe desavenças com Flávio Bolsonaro, seu enteado, afirmando ter sido maltratada e humilhada por ele. Flávio pediu desculpas e negou intenção de ofendê-la. No dia seguinte, Michelle negou que houvesse uma briga e disse que trabalhariam juntos nas eleições.
Para 65% dos entrevistados, a escolha do candidato já é definitiva, enquanto 35% afirmam que ainda podem mudar de ideia até a eleição.
Rejeição e potencial de voto
A pesquisa também avaliou o conhecimento, potencial de voto e rejeição de cada pré-candidato. Lula apresenta 50% de rejeição (conhece e não votaria), ante 53% em junho. Flávio Bolsonaro tem 57% de rejeição (eram 56%). O potencial de voto de Lula (conhece e votaria) subiu de 45% para 47%, enquanto o de Flávio caiu de 39% para 38%.
Ronaldo Caiado tem 22% de potencial de voto (era 20%) e 34% de rejeição (era 32%). Romeu Zema registra 19% de potencial (era 20%) e 31% de rejeição (era 29%). Joaquim Barbosa tem 9% de potencial e 18% de rejeição. Augusto Cury apresenta 8% de potencial e 16% de rejeição. Cabo Daciolo tem 7% de potencial e 27% de rejeição. Renan Santos caiu de 10% para 6% de potencial, com rejeição de 17%. Samara Martins tem 3% de potencial e 11% de rejeição. Edmilson Costa, 2% de potencial e 10% de rejeição. Hertz Dias e Heró Bezerra têm 1% de potencial cada, com rejeição de 8% e 10%, respectivamente.
Cenários de segundo turno
O levantamento testou quatro cenários de segundo turno com Lula contra Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos. Em todos, Lula vence com 45% dos votos válidos. Contra Flávio, o placar é de 45% a 37%, com 14% de brancos/nulos e 4% de indecisos. Contra Zema, 45% a 35%, com 16% de brancos/nulos e 4% de indecisos. Contra Caiado, 45% a 36%, com 15% de brancos/nulos e 4% de indecisos. Contra Renan Santos, 45% a 33%, com 18% de brancos/nulos e 4% de indecisos.
Aprovação do governo Lula
Em relação à gestão do presidente, 48% dos entrevistados aprovam a atuação de Lula, enquanto 47% desaprovam. Outros 5% não sabem ou não responderam. A avaliação positiva (ótima/boa) é de 36%; 26% consideram a gestão regular; e 36% a classificam como ruim ou péssima. Outros 2% não souberam responder.



