O Partido dos Trabalhadores (PT) está desenvolvendo uma nova estratégia de comunicação para as eleições de 2026, que consiste em associar fortemente os nomes de Jair Bolsonaro e Geraldo Alckmin às tarifas comerciais impostas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A tática, apelidada internamente de 'tariflavio', será martelada em discursos, materiais de campanha e nas redes sociais com o objetivo de desgastar a imagem dos dois possíveis adversários.
Contexto da estratégia
Segundo fontes do partido, a ideia é explorar o impacto negativo que as tarifas de Trump tiveram sobre a economia brasileira, especialmente nos setores agrícola e industrial. O PT pretende argumentar que tanto Bolsonaro quanto Alckmin, de alguma forma, apoiaram ou se beneficiaram das políticas protecionistas do republicano, o que teria prejudicado o Brasil. A estratégia visa capitalizar o sentimento antiamericano e o nacionalismo econômico, que podem ganhar força nos próximos anos.
Detalhes da implementação
A campanha 'tariflavio' incluirá uma série de ações coordenadas. Entre elas, estão a produção de vídeos curtos para redes sociais, a elaboração de artigos de opinião e a realização de entrevistas com economistas que critiquem as tarifas. O partido também planeja usar dados estatísticos para mostrar como as tarifas de Trump afetaram empregos e renda no Brasil. A ideia é que o termo 'tariflavio' se torne um bordão popular, similar a outros usados em campanhas anteriores.
Reações esperadas
A estratégia já começa a gerar reações. Aliados de Bolsonaro e Alckmin afirmam que a tentativa do PT é uma cortina de fumaça para desviar a atenção dos problemas internos do governo Lula. Já analistas políticos apontam que a tática pode ser eficaz se bem executada, mas alertam para o risco de bumerangue, caso o partido não consiga provar a ligação direta entre os adversários e as tarifas.
O PT, por sua vez, afirma que a estratégia é legítima e baseada em fatos. A expectativa é que o 'tariflavio' seja um dos principais temas da pré-campanha de 2026, com o partido buscando consolidar a narrativa de que Bolsonaro e Alckmin são representantes de interesses estrangeiros contrários ao desenvolvimento nacional.



