PSB lança João Campos ao governo de PE e Marília Arraes ao Senado
PSB lança João Campos ao governo de PE e Marília ao Senado

A Frente Popular de Pernambuco realizou neste sábado (1º) sua convenção no Clube Internacional, no bairro da Madalena, na Zona Oeste do Recife, e oficializou a candidatura do ex-prefeito João Campos (PSB) ao governo do estado. O evento, que reuniu lideranças do PSB, PT, PDT, Republicanos e outras siglas, também confirmou a ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) como candidata ao Senado, o advogado e economista Carlos Costa (Republicanos) como postulante a vice-governador e o senador Humberto Costa (PT) à reeleição.

Além das candidaturas majoritárias, a convenção lançou 45 candidatos a deputado estadual e 26 a deputado federal. João Campos deixou a prefeitura do Recife neste ano para disputar o governo estadual pela primeira vez. Ele terá como principal adversária a governadora Raquel Lyra (PSD), que busca a reeleição.

Trajetória do candidato

Engenheiro civil, João Henrique de Andrade Lima Campos é filho do ex-governador Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo em 2014, e bisneto de Miguel Arraes, uma das principais lideranças políticas da história de Pernambuco. Ele começou a atuar nos bastidores do governo como chefe de gabinete de Paulo Câmara, que sucedeu seu pai no Palácio do Campo das Princesas.

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Em 2018, candidatou-se a deputado federal e obteve 460.387 votos, recorde absoluto no estado. Dois anos depois, deixou a Câmara para concorrer à prefeitura do Recife, vencendo no segundo turno a própria prima, Marília Arraes, que na época era filiada ao PT. Com 27 anos, tornou-se o prefeito mais jovem da história do Recife. Em 2024, foi reeleito no primeiro turno com 78,11% dos votos válidos e renunciou em abril deste ano. Seu vice, Victor Marques (PCdoB), amigo de faculdade e ex-chefe de gabinete, assumiu a prefeitura.

Esta é a primeira vez que João Campos disputa o governo estadual, cargo que foi ocupado por seu pai, Eduardo Campos, entre 2007 e 2014, e pelo bisavô Miguel Arraes, que governou Pernambuco em três ocasiões.

Discursos na convenção

Durante o discurso de lançamento, João Campos afirmou que a candidatura representa um novo momento para o estado. "Quem anda junto do povo nunca anda só. Pernambuco vai viver um tempo diferente. Pernambuco vai viver um tempo de oportunidade. Pernambuco vai colocar o povo de volta no Palácio do governo. E nós vamos fazer isso junto. Eu convido vocês a sonhar esse sonho, a caminhar pelo nosso estado e fazer a maior caminhada popular da história de Pernambuco", declarou.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), marcou presença e elogiou o candidato. "Peço licença para apoiar o melhor candidato a governador, o futuro começa hoje, ele se chama juventude", disse.

Articulação para o Senado

A candidatura de Marília Arraes ao Senado foi confirmada após meses de negociação. A ex-deputada tentava viabilizar seu nome desde que foi derrotada por Raquel Lyra no segundo turno de 2022. Em março, ela chegou a declarar que sua candidatura "não tinha volta atrás", enquanto o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou que poderia apoiar até mesmo a reeleição de Raquel Lyra para garantir a vaga de Marília.

Diante da pressão, João Campos anunciou a composição completa da chapa após uma viagem a Brasília, onde se reuniu com os presidentes do PDT e do PT, Carlos Lupi e Edinho Silva. Marília discursou na convenção e destacou a união da Frente Popular. "Política se faz unindo, somando. Quando o povo está unido, já dizia Miguel Arraes, a gente une os políticos. Estamos aqui unidos como deve ser, porque dividir não leva a nada", afirmou.

Além de Marília e Humberto Costa, pleiteavam as vagas ao Senado o então ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil). Este último rompeu com João Campos e tentou se alinhar a Raquel Lyra, mas acabou preterido por Eduardo da Fonte (PP), que anunciou sua candidatura ao Senado neste sábado.

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Calendário eleitoral

As convenções partidárias podem ser realizadas até 5 de agosto. Depois disso, os candidatos precisam registrar os nomes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto, e a campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte. No primeiro turno, marcado para 4 de outubro, os eleitores vão escolher presidente, governador, senadores, deputados federais e deputados estaduais.