O Partido Social Brasileiro (PSB) realiza nesta quarta-feira (29), em Brasília, sua convenção nacional para confirmar a candidatura de Geraldo Alckmin a vice-presidente na chapa encabeçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição em 2026. O encontro também delibera sobre a coligação nacional com o Partido dos Trabalhadores. O presidente Lula deve comparecer ao evento, que contará com presidentes de partidos aliados, parlamentares e líderes nacionais do PSB.
Alianças e prazos eleitorais
O PSB será o segundo partido a formalizar apoio à pré-candidatura de Lula. A primeira sigla a anunciar apoio em convenção nacional foi o Partido Democrático Trabalhista (PDT), na semana passada, com aprovação unânime dos presentes, segundo o partido. Além do PSB e do PDT, partidos como PCdoB, PV e PSOL sinalizaram apoio à candidatura do petista. As convenções partidárias devem ocorrer até 5 de agosto, e os candidatos escolhidos devem ser registrados na Justiça Eleitoral até 15 de agosto. As propagandas eleitorais começam em 16 de agosto. A expectativa é que alguns partidos usem o prazo final para formalizar apoio, conforme o cenário eleitoral se consolida.
Cenário da oposição
No campo da direita, o cenário está mais fragmentado. Pré-candidaturas como as do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) desenham uma disputa com diferentes alianças e estratégias. O PL ainda não anunciou o vice de Flávio Bolsonaro. O PSD terá Caiado como candidato e Gilberto Kassab como vice. O Novo indica Romeu Zema, sem vice definido. O Missão lança Renan Santos, fundador do MBL. O Avante escolheu o escritor Augusto Cury. A Democracia Cristã, PSTU, PCB e PCO devem lançar candidaturas próprias.
Partidos aliados e indefinidos
O PT, com Lula e Alckmin, busca a reeleição. O PDT oficializou apoio em 20 de julho, motivado pela defesa da pauta trabalhista, conforme o partido. A Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) e a Federação PSOL/Rede também apoiam Lula. Partidos como MDB, União, PP, Republicanos e a Federação Renovação Solidária (PRD + Solidariedade) ainda não definiram posicionamento, mantendo neutralidade ou espaço de negociação.



