PCB lança Carlos Machado ao governo de SP e define vice e Senado
PCB lança Carlos Machado ao governo de SP

O Partido Comunista Brasileiro (PCB) oficializou, em convenção estadual realizada na manhã do sábado (3) na capital paulista, os nomes que disputarão o governo de São Paulo. Carlos Machado concorrerá ao cargo de governador, tendo Felipe de Oliveira Queiroz como candidato a vice-governador. Para o Senado, a legenda indicou Petter Maahs da Silva. A convenção também definiu que o partido não lançará candidatos para os cargos de deputado federal e estadual neste pleito.

Quem é Carlos Machado

Carlos Machado é natural de Franca, no interior do estado, onde já foi candidato a vice-prefeito em 2024. Professor da rede pública estadual, ele constrói sua trajetória política ligada à educação e à militância social. Em suas propostas iniciais, destacam-se a reestatização de serviços essenciais, a redução das desigualdades regionais e a ampliação da participação popular no orçamento público.

Decisão estratégica do partido

A opção por não apresentar candidatos à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa de São Paulo foi tomada durante a convenção. Essa decisão visa concentrar esforços na disputa majoritária, priorizando a propaganda eleitoral e o debate de ideias em nível estadual. Com isso, o PCB busca fortalecer sua identidade programática e apresentar uma alternativa à polarização política dominante.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Perfil dos demais candidatos

Felipe de Oliveira Queiroz, candidato a vice-governador, e Petter Maahs da Silva, postulante ao Senado, foram anunciados como parte da chapa encabeçada por Machado. A composição da chapa reflete a tentativa do partido de articular diferentes setores da esquerda e ampliar sua base de apoio no estado. Os nomes foram aprovados pelos delegados presentes à convenção, que reafirmaram a necessidade de um projeto político comprometido com a soberania nacional e os direitos sociais.

Propostas centrais da campanha

A reestatização de serviços essenciais, como saneamento, energia e transporte, é uma das bandeiras históricas do PCB. Machado defende que o Estado retome o controle de setores estratégicos para garantir acesso universal e de qualidade à população. A redução das desigualdades regionais também é prioridade: o candidato pretende criar políticas de desenvolvimento para o interior paulista, historicamente menos atendido que a capital e a região metropolitana.

Outro ponto central é a participação popular no orçamento. A proposta é que a população decida diretamente sobre a destinação de parte dos recursos públicos, por meio de conselhos e assembleias regionais. Para o PCB, essa medida fortalece a democracia e aumenta o controle social sobre a gestão governamental.

Contexto eleitoral e desafios

O lançamento da chapa ocorre em um cenário de profundas transformações políticas em São Paulo. O PCB, que historicamente teve presença significativa no estado, busca se reposicionar como força de esquerda classista. A legenda enfrenta o desafio de superar a cláusula de barreira e conquistar espaço no debate público diante de coligações mais amplas.

Embora a convenção tenha definido os nomes, a campanha ainda precisa registrar as candidaturas junto à Justiça Eleitoral. O partido também deverá definir alianças e estratégias de comunicação para os próximos meses. A ausência de candidatos proporcionais pode ser vista como uma aposta na radicalização do debate, em vez da negociação por espaços no legislativo.

Repercussão e próximos passos

A convenção contou com a participação de militantes e dirigentes do partido, que aprovaram por aclamação as candidaturas. Nos próximos dias, a legenda deve formalizar os registros e iniciar a preparação do plano de governo. Carlos Machado deverá percorrer o estado em uma agenda de diálogo com movimentos sociais, sindicatos e comunidades, apresentando suas propostas e construindo uma frente de resistência às políticas neoliberais.

A decisão de não lançar candidatos a deputado federal e estadual também libera o partido para fiscalizar e criticar os candidatos do legislativo, posicionando-se como uma voz independente no processo eleitoral. Resta saber como essa estratégia será recebida pelo eleitorado paulista, tradicionalmente diversificado e aberto a novas alternativas políticas.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar