Meias verdades substituem mentiras na desinformação eleitoral, revela estudo
Meias verdades crescem na desinformação eleitoral, aponta Lupa

Um estudo inédito da Agência Lupa revela uma tendência alarmante nas campanhas eleitorais brasileiras: a desinformação está se tornando mais sofisticada, com o uso crescente de meias verdades em vez de mentiras explícitas. De acordo com o levantamento, que analisou todo o acervo de checagens das últimas cinco campanhas eleitorais (2016 a 2024), a manipulação de fatos verdadeiros ou parcialmente verdadeiros quase dobrou, passando a representar 18,9% do total de verificações.

A evolução da desinformação

O relatório, intitulado "Anatomia da Desinformação Eleitoral", aponta que, há oito anos, as mentiras diretas dominavam o cenário de desinformação. Hoje, estratégias mais sutis ganham espaço, dificultando o trabalho de fact-checkers e a capacidade do eleitor de discernir a verdade.

"As meias verdades são mais perigosas porque usam dados reais, mas os apresentam fora de contexto ou com omissões deliberadas", explica a pesquisa. Isso torna a verificação mais complexa, já que não se trata apenas de apontar uma inverdade, mas de provar o uso enganoso de informações corretas.

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Impacto nas urnas

A tendência preocupa especialistas, pois aumenta as dificuldades do eleitor se manter bem informado antes de ir à urna. Com a proliferação de conteúdo manipulado nas redes sociais, a confiança nas instituições democráticas pode ser minada.

A Agência Lupa, referência em checagem de fatos no Brasil, destaca que o estudo inédito serve como alerta para a necessidade de educação midiática e ferramentas mais robustas de verificação. A evolução das táticas de desinformação exige uma resposta igualmente ágil da sociedade e das plataformas digitais.

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