O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça-feira com o ex-ministro Alexandre de Moraes França para articular a indicação dele como vice na chapa de Fernando Haddad, pré-candidato do PT à Presidência da República em 2026. O encontro ocorreu no Palácio do Planalto e durou cerca de duas horas.
Articulação política
Segundo fontes do governo, Lula quer fortalecer a aliança com partidos do centrão e garantir uma chapa competitiva. França, que foi ministro da Defesa e da Casa Civil, é visto como um nome capaz de atrair votos de setores moderados. A indicação ainda depende de negociações com o PSB, partido de França, e outros aliados.
Reações
Dentro do PT, a possibilidade de França como vice é bem recebida, mas há resistência de alas mais à esquerda. Haddad, que busca a reeleição, afirmou que a decisão será tomada em conjunto com o partido e os aliados. O encontro de Lula com França sinaliza que o presidente está pessoalmente envolvido na montagem da chapa.
França, por sua vez, evitou comentar o assunto publicamente, mas assessores próximos confirmaram que ele está disposto a aceitar o convite, caso seja formalizado. A expectativa é que o anúncio oficial ocorra após as convenções partidárias, em julho.
Contexto eleitoral
As eleições de 2026 prometem ser acirradas, com Lula buscando um terceiro mandato e Haddad como seu sucessor. A aliança com França pode ser crucial para ampliar o arco de apoio e neutralizar críticas de que o PT estaria isolado. Enquanto isso, a oposição já articula nomes como o de Tarcísio de Freitas e Ratinho Júnior.



