O deputado federal Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de antissemita e prometeu, caso seja eleito presidente em 2026, reaproximar o Brasil de Israel. A declaração foi feita durante um encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a crise envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Declarações e contexto político
Em evento político, Flávio afirmou que Lula tem um histórico de declarações contrárias a Israel e que, sob sua gestão, as relações bilaterais se deterioraram. Ele prometeu reverter essa situação e fortalecer os laços com o governo israelense. A fala ocorre em meio à disputa interna no PL pela candidatura presidencial, com Flávio tentando consolidar seu nome.
Segundo Flávio, a percepção de força política é mais determinante para sua candidatura do que as pesquisas eleitorais. Ele busca se posicionar como herdeiro político de Bolsonaro, mas enfrenta resistência de setores do partido e da própria família.
Reações e desdobramentos
A declaração gerou reações imediatas. O PT classificou a fala como oportunista e infundada. Lula, por sua vez, não comentou diretamente, mas aliados lembraram que o Brasil mantém relações diplomáticas com Israel e que críticas pontuais não configuram antissemitismo. Especialistas avaliam que a estratégia de Flávio busca atrair o eleitorado evangélico e conservador, base fiel de Bolsonaro.
Michelle Bolsonaro, ausente do encontro, não se manifestou publicamente. A crise entre ela e Flávio, que teria motivado a reunião com o ex-presidente, ainda não foi superada. O PL tenta unificar o discurso para as eleições de 2026.



