O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), declarou não acreditar que os ex-governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO) unam suas pré-candidaturas em uma chapa única para concorrer às eleições de outubro. Em entrevista à rádio Itatiaia nesta terça-feira (2), ele afirmou: "Não acredito que eles se unam em uma candidatura própria. Eu fui um dos que incentivei tanto a candidatura do Zema quanto a do Caiado. Acho importantes termos diversos pré-candidatos que possam mostrar a verdade sobre o desgoverno que foi o Lula. Quanto mais campanhas tivermos mostrando a verdade sobre isso, alertando o povo brasileiro".
Nas últimas duas semanas, tanto Zema quanto Caiado sinalizaram abertura para unir forças. Em 26 de maio, Zema afirmou que não descarta alianças ainda no primeiro turno para viabilizar uma candidatura da direita no lugar de Flávio. No entanto, ele adiantou que as conversas devem ocorrer mais adiante, conforme o cenário político evoluir. "Essas conversas sempre ocorrem e, com toda certeza, o desfecho disso vai ser lá na data limite. Porque, na política, é na meia-noite da data limite que as coisas costumam ser definidas", disse, em referência ao prazo de 15 de agosto para registro de chapas.
Caiado, em 27 de maio, também admitiu a possibilidade de união. "Com a última pesquisa que nós conversamos, existe esse sentimento e ele é uma pessoa aberta. Então, nós estamos realmente avaliando isso", declarou à rádio Nova Difusora. Ele ponderou: "Nesse momento, as duas candidaturas (Flávio e Lula) estão numa posição, temos humildade de reconhecer, bem acima de nós. No momento em que nós unirmos as forças, elas poderão chegar fortes só no segundo turno ou poderão chegar competitivas ainda no primeiro turno?".
O movimento ocorre em meio ao desgaste eleitoral de Flávio Bolsonaro, refletido nas pesquisas de intenção de voto após a revelação de sua proximidade com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo a última pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada em 19 de maio, Flávio caiu seis pontos percentuais nas intenções de voto para o segundo turno, detendo 41,8% contra 48,9% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pesquisas Datafolha e Meio/Ideia também mostraram quedas de 4 e 3 pontos percentuais, respectivamente, em relação a abril.



