Eleições 2026: convenções partidárias começam em 20 de julho no Ceará
Eleições 2026: convenções partidárias começam em 20/7

As eleições de 2026 se aproximam e, já a partir de 20 de julho, os partidos políticos podem realizar suas convenções partidárias para oficializar candidatos a presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. No Ceará, sete pré-candidatos ao Governo do Estado podem ter os nomes confirmados nos próximos dias. O prazo para realização das convenções vai até 5 de agosto.

Calendário eleitoral de 2026

O calendário eleitoral estabelece datas-chave para o processo. As convenções ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto. Após a definição dos nomes, os partidos têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral. A campanha eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto. No dia 4 de outubro, primeiro turno, os brasileiros votarão para escolher deputados estaduais, federais, senadores, governadores e presidente. Caso haja segundo turno, ele ocorrerá em 25 de outubro.

Como funcionam as convenções

Cada partido ou federação pode definir suas próprias regras para escolher candidatos, mas deve seguir normas da Justiça Eleitoral. As convenções definem as chapas eleitorais, os números dos candidatos nas urnas e a distribuição da verba de campanha. Para candidaturas proporcionais (deputados), os partidos devem respeitar a cota de gênero: mínimo de 30% e máximo de 70% de candidaturas de cada sexo. O descumprimento pode levar à perda de mandatos. Durante a convenção, é obrigatória a elaboração de uma ata com local, data, horário, lista de presenças, responsável pela condução e lista de candidatos escolhidos, documento necessário para o registro oficial.

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Cenário no Ceará: sete pré-candidatos ao governo

No Ceará, sete partidos já informaram que lançarão candidatos ao Palácio da Abolição. As convenções servirão para formalizar os nomes já definidos internamente. Entre os pré-candidatos estão: Elmano de Freitas (PT), atual governador e candidato à reeleição, com convenção marcada para 1º de agosto; Ciro Gomes (PSDB), com convenção em 20 de julho; Eduardo Girão (Novo), ainda sem data de convenção; Jarir Pereira (PSOL), sem data; Giovanni Sampaio (PRD), convenção em 25 de julho; Zé Batista (PSTU), convenção em 1º de agosto; e Delegado Huggo Leonardo (Partido Missão), sem data confirmada.

Segundo a última pesquisa Quaest, três nomes lideram as intenções de voto: Ciro Gomes com 41%, Elmano de Freitas com 31% e Eduardo Girão com 5%. O cientista político Cleyton Monte avalia que a eleição cearense será uma das mais acirradas do estado. “A grande questão aqui no Ceará e em outros estados também é a que ponto nós teremos uma disputa nacionalizada”, afirma.

Disputa nacional versus local

A campanha no Ceará reflete a polarização nacional. Ciro Gomes tem o apoio do PL do senador Flávio Bolsonaro, mas já afirmou que não apoiará a candidatura presidencial de Flávio. Já Elmano de Freitas conta com o apoio do presidente Lula, que tem aprovação de 61% no Nordeste, segundo a Quaest. “Você vê cada vez mais o grupo do governador Elmano de Freitas associando o grupo do Ciro Gomes ao bolsonarismo. Do outro lado, as lideranças da oposição dizem que a disputa no Ceará é local”, explica Cleyton Monte.

Rixa entre os irmãos Cid e Ciro Gomes

A eleição também marca mais um capítulo da rivalidade entre os irmãos Cid e Ciro Gomes, que romperam em 2022 durante a escolha do sucessor de Camilo Santana. Cid Gomes (PSB) concorrerá ao Senado na chapa de Elmano, a pedido de Lula. Ciro Gomes tenta voltar ao governo do Ceará após 32 anos, tendo em sua chapa o ex-deputado federal Capitão Wagner (União), desafeto de Cid. “O senador Cid é uma figura importante de articulação, principalmente no interior do Estado. É considerado o fundador desse grupo que está no poder desde 2006”, avalia Cleyton.

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