O senador Cleitinho (Republicanos-MG) anunciou, nesta segunda-feira (3), que não disputará o governo de Minas Gerais nas eleições deste ano. A confirmação foi feita pelo partido Republicanos em suas redes sociais, com um vídeo em que o presidente nacional da legenda, deputado federal Marcos Pereira, explica a decisão do parlamentar.
Decisão pessoal e espontânea
No vídeo, Marcos Pereira afirmou que Cleitinho tomou a decisão "espontaneamente", após o partido ter oferecido todo o apoio necessário para a candidatura. "Demos toda a oportunidade para que ele pudesse ser candidato, mas ele tem uma decisão pessoal", declarou Pereira.
Emocionado, Cleitinho apareceu no vídeo com lágrimas nos olhos e justificou sua escolha. "Queria pedir perdão, porque o momento não está fácil para mim e para minha família. Não adianta entrar numa campanha do jeito que eu estou. Não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim e da minha família. Tenho que ser honesto com vocês e falar a verdade", disse o senador.
Luto e saúde da família
A decisão de Cleitinho ocorre em meio a um momento delicado em sua vida pessoal. No dia 18 de julho, o senador perdeu o irmão, Matheus Augusto Azevedo, que estava em tratamento contra leucemia. A perda recente e o processo de luto influenciaram diretamente na avaliação do parlamentar sobre sua capacidade de conduzir uma campanha eleitoral.
Cleitinho reforçou que precisa cuidar de si e de sua família antes de pensar em assumir novas responsabilidades políticas. "Não adianta querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim e da minha família", completou.
Impacto no cenário político mineiro
Com a desistência de Cleitinho, o cenário para a disputa ao governo de Minas Gerais sofre uma reviravolta. O senador era um dos nomes cotados pelo Republicanos para a corrida estadual, e sua saída abre espaço para que o partido avalie outros possíveis candidatos ou até mesmo uma aliança com outras legendas.
Até o momento, o Republicanos não anunciou quem poderá substituir Cleitinho na disputa. A legenda deve se reunir nos próximos dias para definir os próximos passos e avaliar as opções disponíveis.
A desistência de Cleitinho também pode impactar as articulações políticas em Minas Gerais, já que o senador era visto como um nome capaz de agregar votos em diferentes regiões do estado. Agora, os demais partidos e pré-candidatos devem redobrar suas estratégias para conquistar o eleitorado.
Repercussão e próximos passos
A notícia da desistência foi recebida com surpresa por parte de aliados e eleitores, que acompanhavam a trajetória do senador. Nas redes sociais, Cleitinho tem uma base de seguidores considerável e vinha sendo visto como um possível fenômeno eleitoral.
O senador, no entanto, deixou claro que sua prioridade no momento é sua recuperação pessoal e o apoio à sua família. Ele não descartou uma futura candidatura, mas afirmou que precisa estar bem para poder servir à população. "Tenho que ser honesto com vocês e falar a verdade", reforçou.
O Republicanos, por sua vez, deve manter o calendário de convenções partidárias, que está previsto para ocorrer entre julho e agosto. A legenda ainda não definiu se lançará um nome próprio ou se apoiará outro candidato na disputa estadual.
A saída de Cleitinho da corrida eleitoral mineira marca um capítulo importante na política do estado, que já conta com outros nomes como o ex-governador e atual senador Antonio Anastasia (PSD), o deputado federal e ex-prefeito de Uberaba, Zema (Novo), e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), entre outros.
A decisão de Cleitinho também reforça a tendência de que as questões pessoais e familiares têm pesado nas decisões políticas, especialmente em um ano de eleições acirradas. O senador, que é conhecido por seu estilo direto e por sua atuação em defesa de pautas conservadoras, deve continuar no Senado até o fim de seu mandato, que se encerra em 2026.
Enquanto isso, os eleitores mineiros aguardam os próximos capítulos da disputa estadual, que promete ser uma das mais disputadas do país. Com a desistência de Cleitinho, o jogo político em Minas Gerais fica ainda mais aberto, e os partidos devem intensificar as negociações nos próximos dias.



