O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou neste domingo, 26, que o Brasil não pode escolher “aqueles que são os maiores rejeitados da política nacional”. Em convenção em São Paulo que oficializou sua candidatura, o ex-governador de Goiás disse que a eleição deve ser sobre resultados, não sobre rejeição. “A eleição não é eleição de rejeitados, a eleição é de quem traz resultado para a sociedade brasileira”, declarou.
Discurso de união e ataque aos adversários
Caiado fez um apelo para alcançar o segundo turno, argumentando que possui menor rejeição que os favoritos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Sem citar diretamente Flávio, referiu-se a um “candidato Kinder Ovo”, em alusão às múltiplas denúncias contra o senador, e cobrou ficha limpa. “Nosso adversário passa mais tempo se defendendo de denúncias do que apresentando propostas”, alfinetou.
Segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada na sexta-feira, 24, Caiado registra 12% de rejeição, enquanto 48% dos eleitores dizem que não votariam em Flávio e 46% rejeitam Lula. O candidato do PSD tenta se posicionar como a alternativa viável da direita, em um cenário polarizado.
Críticas à política econômica de Lula
O ex-governador também criticou o endividamento do país e chamou o Banco Central e a taxa Selic de “agiota do Lula”. “A que ponto chegou o País hoje? Um País endividado, que foi induzido a tomar dinheiro emprestado, e o agiota maior do Lula cobra uma taxa de 14% do cidadão brasileiro”, disparou. Caiado classificou o programa Desenrola, de renegociação de dívidas, como “cortesia com chapéu alheio”, por usar o FGTS para “pagar a agiotagem no Brasil”.
Segurança pública e propostas para mulheres
Pautado no discurso de segurança pública, Caiado citou políticas adotadas em Goiás, especialmente nas prisões estaduais. Também apresentou propostas de maior rigor para agressores de mulheres, em aceno ao eleitorado feminino. “Vai doer no bolso também, além de cumprir pena, vai cumprir pena alongada por 90%”, afirmou. Ele defendeu o confisco dos bens do agressor para destinar os valores às vítimas.
Cenário eleitoral e debates
Em referência a notícias de que Lula estuda não participar de debates, Caiado desafiou o petista. Disse ainda que Flávio Bolsonaro, envolto em denúncias, é o candidato que o próprio Lula quer enfrentar no segundo turno. A convenção do PSD, sem alianças nacionais, oficializou a chapa pura com Gilberto Kassab como vice. Caiado tenta ampliar espaço na direita e se consolidar como alternativa entre Lula e Flávio Bolsonaro.



