Aliado de Zema, Simões é desconhecido por 58% dos eleitores mineiros
Aliado de Zema, Simões é desconhecido por 58%

Pesquisa Genial/Quaest divulgada neste domingo (28) revela que Mateus Simões (PSD), governador de Minas Gerais há quatro meses, é desconhecido por 58% dos eleitores mineiros. O aliado do ex-governador Romeu Zema ocupa a quarta posição nas intenções de voto, empatado tecnicamente com os adversários, mas distante dos líderes. O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 27 de julho, com 1.200 eleitores presencialmente em 60 municípios, e tem margem de erro de 2,8 pontos percentuais.

Desconhecimento e desempenho eleitoral

Os números mostram que Simões ainda não conseguiu consolidar sua imagem perante o eleitorado. Apenas 15% dos entrevistados avaliam sua gestão como boa ou ótima, enquanto 30% a consideram regular e 22% a classificam como ruim ou péssima. Outros 33% não souberam responder. No cenário de primeiro turno, Simões aparece com 9% das intenções de voto, atrás de Cleitinho Azevedo (Republicanos), com 22%; Alexandre Kalil (sem partido), com 18%; e Patrus Ananias (PT), com 14%. A diferença está dentro da margem de erro para os dois últimos colocados, mas Simões precisa reverter o alto índice de desconhecimento para crescer.

Desafio de sucessão e apoio de Zema

Simões assumiu o governo após Zema renunciar para disputar o Senado. A pesquisa também ouviu os eleitores sobre o apoio de Zema a um sucessor: 51% disseram que votariam em um candidato apoiado por ele, enquanto 43% afirmaram que não. Esse dado mostra que, embora Zema ainda tenha influência, o eleitorado está dividido. Para analistas políticos, Simões precisa equilibrar sua associação com a gestão anterior — que tem aprovação de 42% — e ao mesmo tempo construir sua própria identidade.

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Próximos passos da campanha

Na última semana, Simões gravou seu primeiro programa eleitoral para o PSD, com foco em obras de infraestrutura e continuidade de projetos. A expectativa da equipe de campanha é que o aumento de exposição na TV e no rádio reduza o desconhecimento. No entanto, o prazo é curto: a eleição ocorre em outubro. A pesquisa Genial/Quaest também testou um cenário de segundo turno contra Kalil, onde Simões teria 38% contra 46% do adversário, indicando que, mesmo com dificuldades há potencial de competitividade.

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