O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ao jornal americano “Wall Street Journal” nesta sexta-feira (5) que deseja que o diretor interino de Inteligência Nacional, Bill Pulte, inicie o processo de demissão de um grande número de funcionários como parte de uma reestruturação na comunidade de inteligência dos EUA. Trump afirmou ao periódico que orientou Pulte em particular e considera o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional “desnecessário e/ou grande demais”. “Gostaria de vê-lo menor. Acho que há muitas pessoas lá dentro que não deveriam estar lá”, disse.
O papel do Escritório do Diretor de Inteligência Nacional
O órgão coordena as 18 agências que compõem a comunidade de inteligência dos Estados Unidos, incluindo a CIA, serviço de espionagem externa do país, e a Agência de Segurança Nacional (NSA), responsável por interceptar comunicações estrangeiras e ajudar na defesa contra ataques cibernéticos.
Bill Pulte assume interinamente
Pulte foi nomeado por Trump nesta semana para ocupar interinamente o cargo de diretor de Inteligência Nacional. Ele substitui Tulsi Gabbard, que anunciou que deixaria o posto em 30 de junho. Antes de escolher Pulte, Trump havia dito que o vice de Gabbard, Aaron Lukas, assumiria a função de forma interina.
Pulte é diretor da Agência Federal de Financiamento Habitacional e também preside as companhias hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac. A escolha gerou críticas de parlamentares democratas e republicanos, que questionaram sua falta de experiência em segurança nacional. Na quinta-feira (4), Trump afirmou que Pulte não será seu indicado permanente para o cargo. Segundo a Reuters, o presidente disse que a função de Pulte será temporária, enquanto a Casa Branca avalia outros nomes.



