Estudo alerta para nova corrida armamentista nuclear com gastos recordes
Estudo alerta para corrida armamentista nuclear recorde

Um estudo divulgado pela Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares (ICAN), vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2017, acendeu um alerta global sobre uma nova corrida armamentista nuclear. A pesquisa revela que nove países gastaram o equivalente a R$ 2,43 trilhões com seus arsenais nucleares nos últimos anos, e a previsão é que esse valor continue crescendo, atingindo um novo recorde em 2025.

Gastos globais com armas nucleares

De acordo com o levantamento, os gastos globais com armas nucleares alcançaram US$ 119 bilhões no período analisado. Esse montante representa um desvio significativo de recursos que, segundo a ICAN, poderiam ser utilizados para financiar a Organização das Nações Unidas por 32 anos. A entidade critica o aumento dos investimentos em arsenais nucleares em meio a tensões geopolíticas crescentes.

Aumento do número de ogivas disponíveis

Apesar de uma redução no número total de ogivas nucleares, o estudo aponta que as munições disponíveis para uso imediato subiram para 9.745. Esse aumento reflete a modernização dos arsenais e a manutenção de prontidão operacional por parte das potências nucleares.

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Países envolvidos e contexto geopolítico

Os nove países considerados no estudo são Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido, Índia, Paquistão, Coreia do Norte e Israel. A escalada de gastos ocorre em um contexto de tensões renovadas, como a guerra na Ucrânia e as disputas no Oriente Médio. A Coreia do Norte, por exemplo, apresentou recentemente um novo submarino nuclear, demonstrando seu avanço na capacidade de lançamento de mísseis.

Críticas da ICAN e apelo à ação

A ICAN alerta que a corrida armamentista nuclear não apenas aumenta os riscos de um conflito catastrófico, mas também desvia recursos essenciais de áreas como saúde, educação e combate às mudanças climáticas. A organização pede que os governos priorizem o desarmamento e a não proliferação, em linha com o Tratado de Proibição de Armas Nucleares.

O estudo conclui que, sem ações concretas, a tendência é de que os gastos continuem subindo, alimentando um ciclo de desconfiança e competição militar que ameaça a segurança global.

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