A defesa de Henrique Vorcaro criticou a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter sua prisão preventiva, classificando a medida como 'extrema e desproporcional'. Em nota divulgada nesta quarta-feira, os advogados alegam que não tiveram acesso integral às provas da investigação, o que compromete o direito à ampla defesa.
Argumentos da defesa
Segundo o advogado Eugenio Pacelli, a prisão preventiva de Vorcaro não se justifica, pois ele não representa risco à investigação e sempre esteve à disposição das autoridades. 'A análise deve ser individualizada e não baseada em vínculos familiares', afirmou Pacelli, em referência ao fato de Vorcaro ser filho do empresário e ex-deputado federal Paulo Vorcaro.
Críticas à divulgação de informações
A defesa também criticou a divulgação antecipada de informações à imprensa, o que, segundo eles, cria julgamentos prévios e prejudica a imagem de Vorcaro. 'O vazamento seletivo de dados viola o sigilo processual e contamina a opinião pública', diz a nota.
Decisão do STF
A Segunda Turma do STF manteve a prisão de Henrique Vorcaro por maioria de votos, em sessão realizada no dia 16 de junho de 2026. A decisão foi tomada com base na necessidade de garantir a ordem pública e a conveniência da instrução criminal. Vorcaro é investigado por supostos crimes financeiros e lavagem de dinheiro.
A defesa informou que recorrerá da decisão e espera que o plenário do STF reavalie o caso. 'Confiamos na Justiça e na revisão dos fatos', concluiu Pacelli.



