Jamshid Ghomi, um empresário de 63 anos com dupla cidadania americana e iraniana, foi preso nos Estados Unidos sob a acusação de violar sanções ao fornecer equipamentos de rede, segurança e criptografia ao Irã, supostamente para apoiar o programa nuclear do país. A prisão ocorreu em sua mansão avaliada em R$ 175 milhões, localizada nos EUA.
Acusações e esquema
Segundo promotores federais, Ghomi utilizou sua empresa de tecnologia sediada em Teerã para adquirir e enviar equipamentos americanos restritos ao Irã. Os itens incluíam sistemas de criptografia e segurança cibernética, que poderiam ser usados para proteger instalações nucleares iranianas. Para contornar as sanções, ele teria usado intermediários nos Emirados Árabes Unidos, que recebiam os equipamentos e os reencaminhavam ao Irã.
Lavagem de dinheiro
Além das violações de sanções, Ghomi é acusado de lavar mais de R$ 75 milhões. O dinheiro teria sido movimentado por meio de contas bancárias internacionais e usado para financiar a compra da mansão onde foi preso. As autoridades afirmam que o esquema de lavagem envolvia empresas de fachada e transferências eletrônicas complexas para ocultar a origem dos fundos.
Consequências legais
Ghomi enfrenta múltiplas acusações, incluindo conspiração para violar sanções econômicas e lavagem de dinheiro. Se condenado, pode pegar até 20 anos de prisão. O caso destaca os esforços contínuos dos EUA para impedir que tecnologia sensível chegue ao Irã, especialmente em áreas relacionadas ao seu programa nuclear.
Reações
O Departamento de Justiça dos EUA emitiu um comunicado enfatizando a gravidade das acusações. "Este caso demonstra nosso compromisso em fazer cumprir as sanções e proteger a segurança nacional", disse um porta-voz. A defesa de Ghomi ainda não se pronunciou oficialmente.



