A polícia antiterrorismo do Reino Unido assumiu as investigações sobre a morte da ex-ministra Ann Widdecombe, encontrada sem vida em sua casa na semana passada. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (13) pela ministra do Interior, Shabana Mahmood.
Morte violenta e suspeita de terrorismo
A ex-parlamentar, de 78 anos, foi encontrada com ferimentos graves em sua residência na região de Haytor, sudoeste da Inglaterra, na quinta-feira (9). Inicialmente tratado como homicídio sem motivação política, o caso ganhou novos contornos com a entrada da polícia antiterrorismo.
“Após novas informações e evidências, eles agora estão à frente da investigação sobre o horrível assassinato de Ann Widdecombe. A polícia está seguindo múltiplas linhas de investigação para estabelecer a motivação desse ataque”, declarou Mahmood em comunicado na rede social X, sem dar detalhes adicionais.
Suspeito preso e outras detenções
Um homem britânico branco foi preso em Rotherham, no norte da Inglaterra, no fim da noite de sábado. Ele permanece detido enquanto as investigações avançam. “Nossa investigação sobre o homicídio ainda está em estágio inicial, mas avança em ritmo acelerado”, informou a polícia de Devon e Cornwall em nota, segundo Matt Longman.
Paralelamente, a polícia britânica anunciou a prisão de 12 pessoas como parte de uma investigação “relacionada a terrorismo de extrema direita”, ligada a uma suposta ameaça a um evento islâmico realizado no fim de semana.
Trajetória política e reações
Ann Widdecombe foi deputada pelo Partido Conservador entre 1987 e 2010, ocupando cargos ministeriais no governo de John Major. Após deixar o Parlamento, participou de programas de TV e filiou-se ao Partido do Brexit, de Nigel Farage. Entre 2019 e 2020, foi deputada do Parlamento Europeu e, mais recentemente, porta-voz de imigração do Reform UK.
Conhecida por posições conservadoras, era contrária ao aborto e defendia manter presidiárias grávidas algemadas durante o parto. Após sua morte, colegas dos partidos Conservador e Reform UK prestaram homenagens. O ex-premiê Boris Johnson a descreveu como “uma heroína do Brexit e uma grande oradora, capaz de empolgar tanto o público conservador que era muito difícil discursar depois dela”.
A ministra do Interior, Shabana Mahmood, disse estar “profundamente entristecida” e classificou as circunstâncias do crime como “extremamente angustiantes”. A polícia continua realizando exames periciais na casa da ex-ministra.



