A 11ª Delegacia de Polícia (Rocinha) concluiu o inquérito e indiciou a turista colombiana que ofereceu uma banana a um capoeirista na favela da Rocinha, Zona Sul do Rio de Janeiro. O crime ocorreu no dia 26 de maio de 2024, durante uma apresentação de capoeira. Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que a mulher tentou colocar a banana dentro da sacola usada para arrecadar contribuições do público após a roda de capoeira.
Investigação e fuga do país
A Polícia Civil apurou que, no dia seguinte ao incidente, 27 de maio, a turista deixou o Brasil, com o objetivo de fugir da responsabilização criminal. Ela foi identificada e responderá por injúria racial, crime previsto no artigo 140, parágrafo 3º do Código Penal Brasileiro, que prevê pena de reclusão de um a três anos e multa.
Medidas internacionais
Além do indiciamento, a autoridade policial solicitou a inclusão do nome da mulher na lista vermelha da Interpol, mecanismo de cooperação internacional que permite a localização e prisão de foragidos. A medida visa garantir que a turista colombiana seja julgada no Brasil pelo ato racista.
O caso gerou grande repercussão nas redes sociais e foi amplamente condenado por movimentos antirracistas e pela comunidade da Rocinha. Os jovens capoeiristas denunciaram o ato como um gesto de desrespeito e racismo, associando a banana a estereótipos racistas históricos contra pessoas negras.
Contexto do crime
A capoeira, expressão cultural afro-brasileira, é frequentemente alvo de racismo e preconceito. Oferecer uma banana a praticantes de capoeira é uma ofensa que remete à desumanização e ao racismo estrutural. A Polícia Civil reforçou que atos como este não serão tolerados e que a investigação foi conduzida com rigor para responsabilizar a autora.
Até o momento, a defesa da turista colombiana não se manifestou publicamente. O caso segue agora para a Justiça, que decidirá sobre a homologação do indiciamento e a manutenção do pedido de inclusão na lista da Interpol.



