O Superior Tribunal Militar (STM) declarou, em decisão unânime, o major do Exército Nildo Gonçalves de Souza indigno para o oficialato, após condenação a 13 anos de reclusão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Com a decisão, o militar perderá o posto e a patente, conforme previsto na Constituição Federal. O Ministério Público Militar (MPM) sustentou que o crime foi premeditado, tendo a vítima sido atraída para uma falsa comemoração de aniversário.
Detalhes do crime e condenação
O major Nildo Gonçalves de Souza foi condenado pelo homicídio de um homem, cujo corpo foi ocultado após o crime. O MPM apresentou provas de que a vítima foi convidada para uma suposta festa de aniversário, mas, na verdade, foi levada a um local onde ocorreu o assassinato. A qualificadora da premeditação foi reconhecida pela corte militar. A pena de 13 anos foi fixada em regime fechado.
Consequências jurídicas e políticas
Além da perda do posto e da patente, o STM determinou que a decisão seja comunicada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após o trânsito em julgado. Isso porque a condenação por homicídio qualificado, crime doloso contra a vida, torna o oficial inelegível com base na Lei da Ficha Limpa. A medida impede que o major possa concorrer a cargos públicos no futuro.
Reações e próximos passos
A defesa do major ainda pode recorrer da decisão. Cabe recurso ao próprio STM e, posteriormente, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto não houver trânsito em julgado, o militar mantém o posto, mas já está sujeito às restrições impostas pela corte. O caso gerou repercussão no meio militar e na sociedade, reforçando a aplicação de sanções disciplinares e penais a oficiais condenados por crimes graves.



