Teddy, o cachorro que sofreu queimaduras de segundo grau durante um banho em um pet shop clandestino no bairro Jardim das Palmeiras, em Cuiabá, recebeu alta nesta sexta-feira (26), após 44 dias de internação. O animal estava internado desde 13 de maio, quando retornou para casa com ferimentos graves após passar pelo estabelecimento.
Denúncia e investigação
O caso veio a público após a tutora, Maria Lucilene Silva Barros, denunciar o pet shop clandestino identificado como “Luxo Banho e Tosa”. Segundo a Polícia Civil, Teddy foi devolvido à dona com queimaduras de segundo grau, acompanhado de uma pomada para queimaduras e um frasco de dipirona, medicamentos que teriam sido administrados enquanto ele permaneceu no local. A polícia informou que os proprietários já foram identificados, mas ainda são procurados para prestar esclarecimentos. O Procon constatou que o pet shop funcionava de forma irregular, sem registro de funcionamento, e já possuía outras reclamações registradas.
Estado de saúde e tratamento
De acordo com a equipe veterinária que atendeu o cachorro, Teddy apresentou áreas de necrose na pele, dificuldade para manter a temperatura corporal e risco de infecções causadas pelas queimaduras. Ele também precisou receber transfusão de sangue. Mesmo com a alta, Teddy continuará em acompanhamento veterinário. A tutora explicou que o cachorro ainda precisará passar por curativos diários e sessões de laser para auxiliar na cicatrização. “Agora, todos os dias eu vou levá-lo duas vezes para fazer o curativo e três vezes na semana para o laser, de manhã e no fim da tarde. Mas ele está bem”, disse.
Emoção na volta para casa
A tutora contou que a volta para casa foi marcada por alívio e emoção. “Uma emoção misturada com gratidão de uma felicidade tão grande. Muita alegria, felicidade e paz no coração de tudo ter dado certo. [...] Agora ele está aqui, querendo todo o carinho possível. Está tudo bem, graças a Deus, em casa”, afirmou.
Desdobramentos legais
A dona do pet shop, de 45 anos, foi autuada pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) por suspeita de fraude processual, mas pagou fiança de R$ 4,8 mil, cerca de três salários mínimos, e foi liberada em seguida. Segundo o delegado Guilherme Pompeo, a investigada era procurada desde o início das apurações e se apresentou na delegacia acompanhada de um advogado para prestar depoimento. Durante o interrogatório, ela afirmou que as queimaduras teriam sido provocadas por um defeito em uma máquina secadora usada durante o banho do animal. Conforme a versão apresentada, o equipamento teria superaquecido sem que ela percebesse.



