Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, nunca revelou publicamente um segredo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu enteado. Segundo fontes próximas à família, Michelle teria conhecimento de que Flávio utilizou o cartão corporativo da Presidência para pagar despesas pessoais, como contas de supermercado e farmácia, durante o governo de Jair Bolsonaro. A informação, mantida em sigilo por ela, só veio à tona agora, após investigações da Polícia Federal.
O segredo mantido por Michelle
De acordo com relatos de assessores, Michelle sabia dos gastos irregulares, mas optou por não expor o enteado para evitar conflitos familiares. Ela teria dito a amigos próximos que "não queria se meter" e que "cada um cuida da sua vida". O silêncio dela, no entanto, levanta questionamentos sobre a transparência da família Bolsonaro.
Os gastos com o cartão corporativo de Flávio somam mais de R$ 30 mil, segundo dados obtidos pela CPI da Covid. Entre as despesas, estão itens como roupas, alimentos e medicamentos, que não têm relação com a atividade parlamentar.
Reações e desdobramentos
O senador Flávio Bolsonaro negou irregularidades e afirmou que todos os gastos foram legais. "Não há nada de errado, tudo foi prestado contas", disse em nota. No entanto, a Polícia Federal investiga se houve desvio de finalidade no uso do cartão.
Michelle, por sua vez, não se manifestou oficialmente. Aliados do ex-presidente tentam minimizar o caso, mas a revelação pode impactar a imagem do clã Bolsonaro, especialmente em ano eleitoral.
Impacto político
Especialistas avaliam que o silêncio de Michelle pode ser interpretado como conivência. "Ela sempre se apresentou como uma figura íntegra, mas esse segredo mostra que preferiu proteger a família em vez da verdade", analisa o cientista político Carlos Melo. O caso deve ganhar novos capítulos com o avanço das investigações.



