A Rússia voltou a rejeitar as acusações dos Estados Unidos de tentativa de interferência nas eleições americanas nesta sexta-feira (17). Em pronunciamento na noite de quinta-feira (16), o presidente Donald Trump afirmou que a China interferiu nas eleições de 2020, nas quais perdeu para Joe Biden. Trump anunciou a abertura de cinco grupos de documentos pela Casa Branca que supostamente provariam fraudes.
Alegações de Trump sobre a China
Trump declarou que "a República Popular da China realizou o que se acredita ser a maior violação de dados eleitorais da história, resultando na obtenção ilícita de registros de 220 milhões de eleitores americanos". Ele disse que solicitaria investigação ao diretor do FBI, Kash Patel, e acusou funcionários da inteligência americana de acobertar evidências. Essas alegações contradizem avaliação de 2021 da comunidade de inteligência dos EUA, que não encontrou indícios de que qualquer ator estrangeiro tenha alterado aspectos técnicos da votação.
Reclamações sobre o sistema de votação
Trump também afirmou que votos pelo correio seriam falsificados e que "centenas de milhares de não cidadãos e pessoas falecidas constam como ativos nas listas de eleitores". Ele instou republicanos a apoiar o "SAVE America Act", que exigiria identificação com foto e comprovação de cidadania para votar. Democratas e defensores do direito ao voto argumentam que fraude eleitoral é extremamente rara e que a lei restringiria votos legítimos.
Pronunciamento e contexto político
O pronunciamento em horário nobre foi visto como tentativa de deslegitimar as eleições legislativas de 2026, nas quais o Partido Republicano enfrenta dificuldades. Trump ameaçou revogar licenças das emissoras ABC e NBC, que se recusaram a exibir o discurso ao vivo. Especialistas em direito eleitoral afirmam que as propostas de Trump podem violar a Constituição americana ao retirar poderes dos estados.
Rejeição judicial das alegações
As alegações de fraude em 2020 foram rejeitadas por tribunais, auditorias e pelo Departamento de Justiça durante o primeiro mandato de Trump. A agência federal de segurança cibernética classificou a votação como "a mais segura da história dos Estados Unidos". Democratas e especialistas temem que o governo tente interferir no processo eleitoral de novembro.



