As cenas racistas protagonizadas por uma minoria da torcida argentina, aliadas à omissão da maioria dos jogadores em campo, tornaram insustentável o apoio à seleção do país vizinho. A afirmação é da colunista Julia Duailibi, que em artigo publicado nesta quarta-feira (15) desabafou: “Torcer pela Argentina ficou inviável”.
Comportamentos racistas recorrentes
Duailibi relata que, apesar do amor pelo país e sua cultura, os comportamentos racistas frequentes nas arquibancadas e a falta de condenação pública por parte dos ídolos do futebol tornam impossível continuar torcendo pela equipe. “O silêncio dos jogadores diante do racismo é visto como cumplicidade”, escreveu.
Diferenças legislativas entre Brasil e Argentina
A colunista destaca a diferença entre as legislações contra o racismo no Brasil e na Argentina. Enquanto o Brasil possui leis mais rigorosas e punições efetivas, a Argentina carece de mecanismos legais que coíbam tais práticas, o que contribui para a perpetuação do problema.
O artigo foi publicado em meio à semifinal da Copa do Mundo de 2026, entre Inglaterra e Argentina, realizada no Estádio de Atlanta, nos Estados Unidos. Durante a partida, novos episódios de cânticos e gestos racistas foram registrados.
Reação dos torcedores
A crescente onda de racismo nas arquibancadas argentinas tem afastado não apenas a colunista, mas também outros torcedores brasileiros que antes simpatizavam com a seleção rival. A falta de posicionamento dos jogadores, que poderiam usar sua influência para combater o preconceito, é apontada como fator determinante para o distanciamento.
“As cenas racistas de uma minoria da torcida, e a omissão da maioria em campo, me embrulham o estômago”, conclui Duailibi.



