Uma professora foi morta a tiros pelo ex-marido ao sair de uma igreja na noite de segunda-feira (20), em Bom Jesus de Goiás, no sul do estado, segundo a Polícia Civil. Valdirene Vaz Clemente, de 42 anos, foi casada com o suspeito por cerca de 20 anos e, há cerca de um mês, o denunciou por ameaça e agressão, além de solicitar uma medida protetiva contra o ex-companheiro. Após o crime, o homem atirou contra si e morreu, de acordo com a polícia.
Detalhes do crime
O crime ocorreu por volta das 20h, quando Valdirene saía de uma igreja evangélica no centro da cidade. O ex-marido a abordou e disparou vários tiros contra ela, que morreu no local. Em seguida, ele cometeu suicídio. A Polícia Civil informou que o homem não tinha antecedentes criminais, mas que a vítima havia registrado um boletim de ocorrência contra ele no mês passado, após sofrer ameaças e agressões físicas.
Medida protetiva e histórico de violência
Valdirene havia solicitado uma medida protetiva de urgência, que foi concedida pela Justiça. No entanto, o ex-marido descumpriu a ordem e continuou a persegui-la. A polícia investiga se houve falha na fiscalização da medida. A vítima era professora da rede municipal de ensino e deixa dois filhos adolescentes.
Repercussão e luta contra o feminicídio
O caso gerou comoção na cidade e reacendeu o debate sobre a eficácia das medidas protetivas no combate ao feminicídio. A Secretaria de Segurança Pública de Goiás informou que vai instaurar uma sindicância para apurar as circunstâncias do crime. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, em 2022, o Brasil registrou 1.410 feminicídios, uma média de uma mulher morta a cada 6 horas.



