O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou o prefeito de Conceição de Ipanema, Willian do Posto (PL), um empresário do ramo de combustíveis e uma pregoeira municipal por suspeita de fraude em uma licitação para o fornecimento de combustíveis ao município. Segundo o órgão, o grupo teria direcionado um contrato de R$ 1,16 milhão para beneficiar um posto de combustíveis.
Esquema começou após eleições de 2024
De acordo com a denúncia, o esquema começou a ser planejado em 2024, após as eleições municipais. Na época, Willian do Posto era proprietário de um posto de combustíveis. Com a vitória nas urnas, o estabelecimento foi arrendado a um empresário.
Segundo o MPMG, a mudança teria sido articulada para ocultar o vínculo do prefeito com o empreendimento, permitindo que ele continuasse exercendo o controle econômico do negócio e contornasse a proibição legal de contratar com a administração municipal. Ainda conforme a denúncia, o empresário abriu uma nova empresa em outubro de 2024, que passou a funcionar no mesmo endereço do posto original.
Controlador oculto do negócio
O Ministério Público afirma que, mesmo após a mudança, Willian do Posto continuou como verdadeiro controlador do negócio, inclusive mantendo movimentações financeiras vinculadas às próprias contas, o que, segundo o órgão, indicaria confusão patrimonial e domínio econômico oculto.
Fraude na licitação
Em janeiro de 2025, já no exercício do mandato, foi iniciado o primeiro processo licitatório da gestão para contratação do fornecimento de combustíveis. Segundo a denúncia, três empresas participaram da disputa, mas a pregoeira teria criado obstáculos indevidos para a concorrente que apresentou a melhor proposta, exigindo documentos não previstos no edital. A empresa acabou desclassificada e o posto de combustíveis foi declarado vencedor da licitação.
Papéis dos denunciados
Na denúncia, o Ministério Público atribui a Willian do Posto a liderança e o planejamento do suposto esquema. Ao empresário, é atribuída a participação para ocultar quem realmente controlava o posto de combustíveis e viabilizar a contratação com o município. Já à pregoeira, o órgão imputa a manipulação do processo licitatório para excluir concorrentes e beneficiar a empresa vencedora.
A equipe de reportagem da Inter TV procurou a Prefeitura de Conceição de Ipanema. A administração informou que havia recebido o pedido de posicionamento, mas não encaminhou resposta até a publicação desta reportagem.



